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NOSSA MAIOR OBRA

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Estamos acostumados a tratar os assuntos que surgem em nosso cotidiano sob um ponto de divisão entre o bem e o mau, o certo e o errado.

Esta fragmentação em dois pontos distintos, duas óticas que se opõem e se digladiam pode ser um início de formação de caráter, mas não é, e nem pode ser o único caminho a ser percorrido durante nossa existência.

Pois sempre chega o momento em que estas duas vias, a do bem e a do mau, se desmembra em inúmeras possibilidades de histórias e contextos, que induz e produz as crônicas de nossa biografia pessoal a caminhos particulares, estes momentos únicos que se repetem no cotidiano chamamos de possibilidades.

O incêndio – ação – começa com uma pequena fagulha, que é como vamos interagir com o mundo ao nosso redor, e esta centelha é nada mais o que eu compreendo da vida com ser individual. É neste momento que surge os embates da vida, ou seja, o ser esclarecido, limitado, mas instruído, de si mesmo e dos que o cercam e o ignorante – no sentido de desconhecer a extensão filosófica da existência. Este dois habitam o mesmo corpo, a mesma mente. Somos nós no processo elucidação de nossa existência.

Mas até onde existe o eu – aqui digo eu no sentido de lucidez – atuando. Onde posso falar: “Eu neste ponto fiz o que fiz porque pensei de forma organizada – organizada em que? – e resolvi pisar sobre esta estrada. “ Pensamos nos prós e contra que podem acontecer quando decidimos, e o pior, as vezes solucionamos a vida pelas estradas onde pouco importa se estamos sendo “honesto”, o que importa mesmo e resolver os problemas.

Assim quando agimos, sob certos aspectos podemos afirmar, que atuamos porque antes de tudo pensamos, bom deveria ser assim pelo menos em teoria. Será mesmo que pensamos, e ainda mais, será que pensamos com Ética? Vimos antes que pensar neste viés deve o ser humano ser esclarecido do mundo e das coisas que o cercam.

Antes de falar de ética devemos fazer ainda uma pergunta anterior em ordem a esta, será que esta palavra atua sozinha, sem ligação com o lado nosso lado emocional? Claro que não, quando estamos desenvolvendo o raciocínio de como vamos atuar diante dos obstáculos da vida estamos nada mais organizando o racional e o emocional. Depois e que expressamos com a ação na prática.

Temos aqui então que imaginar que “ética” e a arte de condução de nossos passos por hábitos e costumes que aprendemos e desenvolvemos durante nossa jornada, uma estrutura de base universal em qualquer época e lugar geográfico, com princípios recíprocos onde o objetivo nada mais é que garantir a pacificidade entre todos, sem a função de explicar o comportamento ao longo de nossa história pessoal.

Neste ponto de vista então é interessante abordar quatro palavras que atuam no sentido de construção da “ética”, que são liberdade, dever, direito e responsabilidade. A ordem de citação não foi colocada aleatoriamente. Exercer a liberdade em nossa existência é uma das formas de expressão individual, é um dos pilares que nos diferencia do restante das espécies, não o único, mas um deles certamente.

O problema surge mesmo é quando na sequencia desta ordem, deixamos os deveres, exigimos os direitos e nos esquivamos da responsabilidade. Já escutei muito: “Onde estão os meus direitos!”, “Eu tenho direitos!”, no sentido de exigir um tratamento digno que se deve destinar a qualquer ser humano, mas ouvi poucos dizerem ou exercerem os deveres e responsabilidades que a vida pede para uma convivência onde o objetivo final é se relacionar que outras pessoas.

Ética também tem a ver com aquilo que eu faço com minhas obrigações para com outros, neste sentido eu tenho liberdade de escolher qual caminho colocarei minha mente, mas antes disto devemos exercer nossos deveres para com próximo e ao final assumir a responsabilidade dos atos que praticamos. Assim posso tudo, mas nem tudo me convém, não porque me é proibido, mas porque eu me proibi por ser prejudicial à aqueles que me cercam, assim rege a vida, nossa maior obra.

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