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UMA VARIAVEL MAIS IMPORTANTE: INOVAÇÃO

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Circulamos pela vida aprendendo pelo lado bom o ruim, isto é inevitável. O que nos diferencia é como usamos aquilo que adquirimos durante o aprendizado.

Usar o que aprendemos é um desafio de inovação, pois nem sempre poderemos resolver as dificuldades que nos cercam da mesma maneira. Por exemplo, um mesmo problema pode abarcar um grande número de pessoas, culturas ou empresas, mas não quer dizer que todos terão exatamente a mesma solução.

Será que em um país em crise econômica todas as instituições resolvem seus problemas de modo igual? Logico que não! Então, se isto é bem claro para nós o que fazer a partir deste conhecimento?

Primeiro devemos tomar decisões baseadas em informação e não em opiniões, uma informação são elementos materiais ou não com bases em fatos que nos orientam, nos referenciam e nos permitem ir além daquilo que imaginamos em um território desconhecido. Uma opinião é quase sempre um “eu acho”, portanto, uma porta perigosa de se abrir.

Um importante ponto é saber reconhecer que informação e opinião andam de mãos dadas na vida real praticada no dia a dia. Como então desvencilhar uma da outra?

Um professor de matemática que tive a muitos anos certa vez me deu esta resposta, mesmo que não tivéssemos discutindo isto que falo agora. Me lembro bem na aula de estatística suas palavras: “Evite amostras estatísticas tendenciosas, pois elas são adivinhação e não trabalhamos com adivinhações. ”

Saber olhar o que é necessário nem sempre é uma tarefa fácil. Aqui conto um exemplo do matemático húngaro Abraham Wald, que durante a segunda guerra analisou a maioria dos aviões que retornavam do combate. Um estudo minucioso ele viu que todas as aeronaves que retornavam estavam com a fuselagem na região das asas e parte do corpo do avião bem danificadas, mas retornavam.

O que ele não encontrou foi aviões com danos na cabine do piloto e cauda danificados, concluiu que quando um avião é avariado nesta região ele não retornava do campo de combate. Instruiu os superiores que estas partes das aeronaves deveriam receber reforço na blindagem. O que se notou nos meses seguintes foi um aumento no número de aviões que retornavam após as missões.

Muitas das vezes não conseguimos ver o elo mais fraco da corrente, para ali fortificar, é assim nos relacionamentos, no trabalho, no aprendizado escolar e da vida. Para evitar a tendência, a adivinhação ou o despreparo devemos inovar constantemente, devemos ver e ir além daquilo que estamos enxergando no momento.

Um bom e primeiro passo para inovar é contestar o que sabemos, quando isto acontece estamos reconhecendo os nossos limites, porém estamos dando um passo adiante dos obstáculos.

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