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É POSSIVEL SER SÉRIO SEM USAR TERNO?

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Não é impossível encontrar pontos em comum que relacionam nossa vida com a vida de outras pessoas, pois de certa forma desejamos coisas semelhantes.

Para isto basta observar o quanto achamos que a grama do vizinho sempre é mais verde que a nossa. Parece que a vida dos outros flui na direção certa e no momento exato, enquanto que para nós é uma eterna luta em remar contra a maré para se chegar em um porto seguro.

Isto faz com que imitemos os gestos dos que percorrem a estrada do sucesso, com a intensão de fazendo isto, também chegaremos a vitória de uma maneira mais fácil.

A imitação pode até ter um fundinho de verdade para nos encaminhar na estrada certa, mas não devemos nos esquecer que cada um, cada ser vivente tem seu próprio caminho a ser trilhado e que no máximo nossas estradas se cruzam em determinado instante para se cumprir um destino e nada mais.

Então será que para ser sério devemos mesmo usar terno? Devemos mascarar o que realmente somos para acompanhar aqueles que de longe aos nossos olhos parecem obter sucesso por uma ou outra ação que não praticamos?

Quando penso sobre isto me lembro de Leon Tolstoi, romancista russo, escreveu certa vez: “Todas as famílias felizes se parecem umas com as outras. ”, porém, este mesmo autor russo também concluiu com certo tédio que: “Toda família infeliz é infeliz à sua própria maneira. ”

A felicidade parece um bem comum, onde todos desfrutam dela da mesma maneira, por isto parece bom imitar o que tem sucesso, mas quando não dá certo esta tentativa de fazer exatamente igual o que sobra geralmente é a frustração e isto cada um sente a sua revolta sua própria maneira. Engraçado isto, não é?

O problema de quando vemos os que usam terno é que enxergamos apenas a aparência e não analisamos a pessoa dentro dela. Não examinamos que a pessoa que admiramos, aquela que de certa forma está acertando na vida leva em consideração sua origem e também o destino onde se quer chegar.

Se valorizarmos a liberdade que temos e assumir nossa própria história perante a vida e deixar de imitar outros poderemos nos surpreender com nossa capacidade infinita de alcançar aquilo que nos deixa feliz.

Posso sim ser sério e ao mesmo tempo ser feliz, divertido e amistoso – e tudo isto sem usar terno – pois a diversão será consequência do que eu assumi ser e não uma característica que define quem eu sou. Consigo caminhar pela vida não olhando a velocidade com que obtenho sucesso ou a pressa com que tenho que fazer as coisas, mas caminho de olho na bússola porque já defini meu propósito. Chegar lá é será apenas uma questão do quanto quero me divertir e ser feliz na vida.

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