passado

NEM PASSADO, NEM GENÉTICA E NEM DESTINO

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Todos somos portadores de singularidades que nos distinguem uns dos outros, estas mesmas singularidades por sua vez nos dizem quem somos ou melhor o que significamos nesta multidão que povoa o planeta.

Se somos assim tão diferentes em níveis particulares por que temos comportamentos que nos igualam. Digo isto pensando que nesta vida já encontrei e também fiz parte daqueles que não conseguem ver que a vida está muito além daquilo que imaginamos que ela realmente é, pode ser ou nos proporcionar.

Não somos copias genéticas, mas genética em evolução olhando pelo lado biológico, então por mais que carreguemos um código semelhante ele não pode ser visto como igual, assim a vida segue seu curso nos alertando que tudo e todos ao redor são criaturas únicas no sentido de pluralidade.

O que se pode esperar disto? Nunca esperar resultados iguais, esta é a compreensão mais absoluta e profunda de nossa jornada.

Portanto desenvolver o potencial de nossas capacidades não está ligado com a amplitude de um intelecto avançado, mas com nossa escolha de querer ou não querer.

A batalha então está dentro de uma arena conhecida, nossa mente. Criamos os monstros, heróis e fantasmas quando temos um conceito distorcido de nossa autoimagem.

Mas o que significa formar uma autoimagem distorcida? Em poucas palavras é a imagem que você tem de si e a imagem verdadeira. Não conseguimos ver o que realmente somos porque a realidade que predomina em nossa mente pode estar fora de foco ou distorcida, tanto para o bem quanto para o mal.

Digo para o bem quando nos imaginamos melhores do que realmente somos e para o mal quando nos depreciamos. Na primeira opção estagnamos porque deixamos de crescer perante a vida e na segunda estagnamos porque achamos que não vamos superar os obstáculos. Um por vaidade e outro por medo.

O grande passo que podemos dar na vida é desvendar o próprio valor, e este valor não depende da opinião alheia, pois ele nada mais é que o fruto daquilo que significamos. Em outras palavras, somos nós quem definimos que realmente somos ou significamos.

Assim nem o nosso passado, nem a nossa genética e nem o nosso destino realmente diz o que somos. O que conta no final de tudo é o que você pensa sobre si mesmo, a partir daí é que construímos o que chamamos de realidade.

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