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O MEIO E A MENSAGEM

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Cada vez mais estamos ou ficamos horrorizados com os caminhos que o mundo tem percorrido. Guerras, fome, mudanças climáticas e imposições comerciais no mercado mundial que visa proteger sua hegemonia nos caminhos do assim dizer “livre circulação do dinheiro. ”

Atribuímos dois lados, o dos mocinhos e dos bandidos, o bom e o mal, a luz e as trevas e vamos assim durante nossa jornada de vida filosófica etiquetando o que entra em nosso campo de análise.

Mas tudo não é nada mais que uma ilusão que criamos na classificação geral das coisas. Vejamos um exemplo, se a arma que disparou o projetil atinge a pessoa “certa” ela terá comprido o seu papel e diremos que ela é boa ou teve um bom desempenho, mas e se atingir um “inocente” falaremos que o homem usou seu intelecto para criar uma coisa ruim.

Bom, vale lembrar que o berço balança não porque foi projetado para isto, mas porque a mão materna ou paterna ali está. Podemos agora pensar quem estava atrás do gatilho que detonou a pólvora? Certamente por mais avançada que seja a arma sempre teremos um dedo que dispara ou fez um programa que a faz funcionar.

Não são os avanços tecnológicos que destroem a humanidade e sim nós humanos que fazemos o uso errado deles. Ignoramos a natureza em que os meios produzem a mensagem e confundimos tudo a partir dali.

Em uma frase simples e introduzindo humor aqui eu diria: “Quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha. ” Certamente os biólogos de plantão criticam esta pergunta veementemente, mas é assim que funciona quando instalamos o paradoxo do real funcionamento das coisas em confusão entre o bem e o mal que podem oferecer ou causar.

Não sabemos de que lado da linha ficar e defender, se ora uma coisa é boa e ora ruim. Se o que me atinge me protege então é bom e me fere é maléfico. Isto só é visto assim pelos olhos daqueles que estão entorpecidos com o valor e o meio em que as mensagens penetram em nossa mente.

O simples fato de coisas classificadas com boas ou ruins não é em sim a grande e profunda análise filosófica da vida, mesmo porque uma ação seguir outra significa apenas uma sucessão de mudanças, o que mais interessa para os que pensam é o que desperta a lucidez para enfrentar os tempos onde o confuso se faz certo e o errado é a maneira correta de se levar os passos durante a vida

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