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ESCOLHENDO PELOS SENTIDOS

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Não é sempre que nosso critério de seleção nos leva ao resultado esperado. Quem nunca se enganou ao escolher um produto no catalogo de beleza onde uma mulher ou um homem de incrível encanto usa um creme ou um produto qualquer e nos passa a realidade de que ficaremos semelhante se o adquirirmos.

Somos impulsionados pelos nossos sentidos e é através deles que nos enganamos também. Uma imagem, um som, um toque ou um gosto tudo isto junto ou separado nos engana constantemente.

Desejamos, escolhemos, adquirimos e imaginamos que é bom a partir dos sentidos nada mais lógico, o início do problema é que outros mais espertos sabem disto e de maneira consciente guia as propagandas construindo um estilo de vida que não é real.

Assim, quando o que é manipulado é nosso critério de seleção não podemos esperar no resultado que estamos vendo. Vejo isto constantemente quando uma pessoa escolhe colocar os pés dentro de um Dojô tendo a ideia dos milagres dos filmes de artes marciais.

Nele o mocinho ou o bandido conseguem dar saltos incríveis, com velocidade além da imaginação e força desenvolvida em apenas dias ou semanas de treinos. Aliado a isto compreendem complexos movimentos em uma fração de segundos e o executam com perfeição. Digo que se isto acontecesse no mundo real seria o orgulho de qualquer Mestre.

Mas a vida dentro de um Dojô não é somente isto, é também a parte em que é ensinado a tolerância, o equilíbrio, o conhecimento e a sabedoria de que necessitamos para viver uma vida longe, muito longe da violência que nos é apresentada nos filmes.

Não é transformar o mundo através dos punhos, mas sim através do espirito mais evoluído de que antes do soco vem o diálogo e o entendimento de que podemos sim ser civilizados a ponto de não nos deixar enganar pelo lado que nos empurra a face mais bruta que somos.

Muitas vezes ouvi meu Professor dizer que se aplicássemos a lei “olho por olho” um dia todo mundo estaria cego. Por isto sempre será necessário antes do preparo físico, preparar o aluno mentalmente e porque não espiritualmente para entender os conceitos dos movimentos físicos que qualquer arte marcial carrega.

Porque com esta mentalidade só existem duas vias, uma é o abandono pela decepção e o outro é o desencanto por não conseguir realizar a “beleza” do que nos é apresentado nos filmes. Não podemos de forma alguma deixar que nossos sentidos nos enganem, muito pelo contrário eles foram desenvolvidos justamente para isto, para deixar que façamos boas escolhas e estas nos coloquem em situação mais elevada de vida.

Lembre-se constantemente que até podemos ver o que nos é oferecido no catálogo da vida, mas nem sempre a imagem, o som, o toque ou o gosto que ele promete é para nós a realidade que poderemos construir.

lado bom

É DIFÍCIL VER O LADO BOM SEM EQUILIBRIO

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Não limitar a vida em ver que ela acontece com mocinhos e vilões pode expandir o que compreendemos sobre o bem e o mal. O bonzinho nem sempre é o mocinho e quem ganha também nem sempre é o bem coletivo. Neste cabo de guerra o que está em jogo é nada mais que interesses que podem beneficiar ou prejudicar um dos lados.

Sendo assim, o mocinho e o bandido, são separados apenas por intensões “puras ou não” que independentemente de qualquer coisa alguém sempre arca com os prejuízos. Se de um lado da questão estão pessoa ou pessoas que lutam para que, a justiça ou um bem maior seja, feito, do outro também. Tudo é apenas um ponto de vista a ser defendido.

Não é um embate entre o bem é o mal, é sim uma guerra de opiniões e escolha de lado. Quem ganha ou quem perde já não tem interesse, pois o que está em jogo é apenas o equilíbrio de ideologias.

O que vale, o que é melhor ou o que é bom? Republica ou parlamento? Branco ou negro? Doce ou salgado? Isto olhando apenas a vida em dualidade, mas sabemos que ela existe na pluralidade. Não é o equilíbrio entre duas opções, mas de várias maneiras de viver.

Desta batalha é que vão aparecendo aqui e ali os pecados capitais que tanto conhecemos, eles possuem origem de classificação indicada a dois nomes, Tertuliano e Orígenes de Alexandria. No início eram oito, gula, luxúria, avareza, melancolia, ira, acídia, vaidade e o orgulho. Algum tempo depois a inveja era incluída nesta lista, juntamos a vaidade ao orgulho no mesmo prato, a mesma tática é empregada com a acídia e a melancolia e então a lista que conhecemos hoje são sete pecados capitais, na visão ocidental.

Mas o mundo não acontece na luta do bem contra o mal, isto até pode acontecer em uma visão onde polarizamos a existência, mas no fundo o que acontece nada mais é que um eterno equilibrar na corda bamba da vida.

Sem querer defender, mas compreender como funciona é o foco. Será que teríamos andado tanto se não tivéssemos a inveja atuando? Olhe só, invejar por invejar, não querer que o outro tenha é o extremo onde este sentimento polariza, mas se olhamos a vida ou as conquistas de outros e se neste momento pensássemos que se ele conseguir eu também posso chegar lá, então a inveja nos mostrou o caminho.

Ninguém nunca tinha feito então chegou alguém e mostrou que é possível, é uma forma de equilibrar os sentimentos que nos impulsionam. Não é impedir que a roda da vida aconteça para outros, mas saber que poderemos voar tanto quanto aqueles que observamos.

Assim a luta deixa de ser entre o bem e o mal e passa a ser entre o que eu posso ou devo fazer para que ela ocorra em águas tranquilas sem que para isto eu tenha que prejudicar outros pelo mero prazer de ver o circo pegar fogo, onde tudo e todos lutam para apagar o incêndio que enquanto está no quintal do vizinho não me preocupa.

Se não tivéssemos invejado os pássaros jamais teríamos voado, não nascemos para voar, mas voamos e nem por isto desejamos que os pássaros não voem ou os exterminamos pela inveja absoluta. Desejamos de forma saudável um dia estar com eles no céu, chegamos lá, e com isto conseguimos ir mais longe, mais rápido e porque não dizer mais alto.

Somos assim, e se os pássaros sentissem inveja também eles estariam evoluindo para competir conosco, mas isto não acontece. É da natureza humana ser um caldeirão de sentimentos, mas este caldeirão na fogueira sem controle é que é o problema. Assim sem o direcionamento certo do que sentimos fica difícil ver o lado bom pois nos falta equilíbrio.

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OUTRO TIPO DE OLHAR

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Para a maioria das pessoas as descobertas da vida e de tudo que existe só acontece em cinco sentidos – a visão, olfato, tato, paladar e audição – não havendo outra possibilidade de se averiguar o que nos parece real ou lógico o restante então cai ou no mundo da fábula ou do impossível.

Como diz o velho ditado popular: “ O que os olhos não veem o coração não sente. “, seria assim se alguém em algum lugar não desse um passo para mostrar que a vida acontece também em possibilidades que nos escapam a dimensão de atuação de nossos sentidos.

O exemplo que dou agora é certo que a uns duzentos anos atrás em seria levado para a fogueira, apedrejamento ou morte por afogamento, seja qual for o meu fim certamente não seria nada agradável, mas voltado ao exemplo.

Não vemos as ondas de rádio e TV se propagarem no céu de nosso planeta, mas mesmo assim admitimos a sua existência. Sabemos que muitas doenças que são causadas por microrganismos patogênicos que não conseguimos detectar com nossa visão.

Se a nossa vida tivesse que ser aceita somente por aquilo que nossos olhos podem nos alertar então como explicar estes fenômenos? Limitado pode ser nossos sentidos na interpretação do mundo a nossa volta, mas não devemos nos limitar e ignorar que o que não decodificamos não existe.

O que ignoramos existir também faz parte de nossa realidade e o mais importante devemos sempre pensar em como descobrir a sua prova para que possamos construir um modelo de pensamento que nos eleve.

Nunca vi nenhum dinossauro vivo, aqui me refiro aos que estão nos museus. Tive a sorte de não me deparar com um Tyrannosaurus rex – um dos mais conhecidos por nós – mas sei que ele um dia existiu. Não por evidencias diretas, o que me leva a crer que evidencias indiretas podem até me levar a uma compreensão melhor da vida, mas como disse a vida não é só feito por aquilo que consigo ver, ouvir, provar, cheirar ou tocar.

Mas pode ser feita assim, a partir do momento em que me fecho as possibilidades de aceitar que o mundo é e sempre foi muito maior que meus sentidos conseguem detectar.

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RECONSIDERANDO AS CONDIÇÕES DO UNIVERSO

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O mundo é segundo o que compreendemos, então existem vários mundos assim como várias realidades, pois tudo isto depende de como cada pessoa avança em sua evolução de construção mental.

Para alguns onde se enxerga apenas obstáculos outros não conseguem ver nenhum empecilho, tudo isto se dá ao fato de que nossa mente é que facilita ou dificulta a jornada. Sendo assim basta que pensemos de maneira diferente dentro de uma construção de ideias para que o que era visto como algo ruim apenas seja uma maneira difícil de realizar as coisas, esta compreensão por sua vez arrasta consigo um novo jeito de por assim dizer de realizar os atos, que rasga o véu da ignorância nos conduzindo a níveis mais elevados na vida.

O segredo da pedra filosofal muito conhecida por nós não é transformar metais em ouro como a história conta, mas modificar nosso mundo real através do nosso mundo mental e atingir o que os mestres mais antigos chamavam de iluminação ou novo homem.

Ora abandonar o velho ou a maneira antiga de conceber as coisas é uma tarefa que devemos exercitar constantemente. É uma lei universal se pensarmos que nada no mundo em que conhecemos está parado, tudo está e é movimento.

Portanto assim também deve ser nossa vida e nossas atividades mentais que constroem a realidade que nos cercam, ela também é e está em movimento constante. Somos mutáveis em tudo, veja bem não estou dizendo que devemos ser voláteis em construção de caráter ou modo de enfrentar a vida.

Temos opiniões e convicções que podem se alterar durante nossa vida, mas isto acontece gradativamente e com aquisição de conhecimento e sabedoria que vamos adicionando nesta jornada terrena.

Por isto temos uma vasta quantidade de opiniões sobre o certo e o errado, o real e o imaginário, alegria e dor, escuridão e luz. Justamente porque cada ser humano está em uma escala de compreensão do mundo externo que por sua vez interage com o seu mundo particular resultado daí uma maneira própria de se interagir com a realidade criada.

Quando reconsideramos as condições do universo estamos antes de mais nada decidindo dar um passo à frente para descobrir uma nova maneira de viver a vida.

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DE TUDO QUE ESCUTAMOS

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Não aqui, não ali, sinto muito, em outra oportunidade talvez, gostamos de tudo, porém não está nos planos agora. São frases que marcam aqueles que desejam evoluir. Nada na vida vem fácil ou nos é oferecido de graça, as vezes o preço de subir apenas um degrau em nossa ascensão, pessoal, profissional e porque não emocional vem com uma porta fechada.

Neste ponto temos vários caminhos, um é acreditar que realmente o mundo está contra nós, outro compreender que é apenas um momento de derrota em uma batalha, mas que a guerra ainda não foi decidida ou em uma análise mais profunda reavaliar o que o levou a não ter êxito.

Esta última opção muito me agrada por não deixar de ser até mesmo uma autocritica. Podemos reclamar, ficar bravos, nos lançar em fúria, entristecer e até chorar, mas no fundo, bem lá no fundo, mergulhando no lugar mais íntimo de nossa mente é que poderemos encontrar o esclarecimento das causas e não viver tratando o efeito daquilo que nos impede de desenvolver nossas potencialidades em plenitude.

Um não pode significar muitas coisas. Pode ser que você é grande demais ou talvez sinalizar que você deve crescer para estar ali. Pode indicar que o lugar não é propicio neste instante, mas pode ser em outra época. Um não fecha uma porta, mas pode apontar a direção onde outra abrirá. Tudo vai depender de como entenderemos este sinal.

O que parece uma resposta ruim quando se recebe uma negativa pode não ser, o grande dilema é que alguns desaminam, se revoltam ou deixam a tristeza tomar conta.

Dizia meu Professor de E-Bunto: “ A noite só escurece até meia noite. “ Devemos ser fortes e principalmente sábios para enfrentar os tempos difíceis, mas não podemos de deixar de ser prudentes em tempos de prosperidade.

O mais importante é saber que sempre teremos nosso lugar no mundo, na vida das pessoas que amamos em todo e qualquer tempo.

Se pensarmos desta maneira poderemos escutar de tudo, mas este tudo não nos abalará, muito pelo contrário apenas vai nos fortalecer.

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TRANSIÇÕES

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Mudamos de idade, escolhemos que roupa vestir para ir trabalhar, modificamos nossos hábitos de consumo tecnológico em função do que o mercado nos oferece de melhor, e de certa forma estamos sempre em um estado de mutação em nossa vida através de nossas escolhas.

Transitamos constantemente por modificações que nos levam pela vida, nem um dia é igual, mas parece que nossas escolhas flutuam em um oceano carregado de constantes que nem sempre é fácil de perceber.

Por muitas vezes, com o pensamento alicerçado em uma ideia de que estamos fazendo a vida acontecer de forma livre, não nos damos conta que escravizamos nossas escolhas em meio a raciocínios que não concebem e nem admitem realmente mudanças.

Podemos imaginar trocar de casa ou emprego, mas resistimos ao mais leve pensamento que produz modificações em nossas atitudes ou formas de agir.

Quanto a isto tenho um exemplo, certa vez tive a oportunidade de presenciar uma discussão onde dois senhores falavam da melhor maneira de se plantar cana. Um afirmava que deveria plantar o gomo deitado no solo, o outro dizia que ele deveria ser colocado na vertical, de forma que no decorrer do tempo nenhum dos dois abandonou a própria maneira de se pensar como é que se deve plantar cana.

Não entendo nada sobre isto, mas por curiosidade experimentei plantar duas mudas em minha casa e cada uma seguindo rigorosamente os conselhos de cada uma das opiniões que presenciei. O resultado, bom, não é um resultado cientifico, mas ambas brotaram e deram lá uma boa colheita da qual foi fartamente distribuída entre meus vizinhos.

Não posso dizer nada em relação a melhor maneira de se plantar qualquer coisa, o que posso dizer é que entendo aqueles dois senhores que passaram mais de quarenta anos fazendo o plantio dar certo, cada uma a sua maneira, e compreender que construímos padrões certos ou errados que depois de fixados pela nossa mente tornam-se nossas verdades, nossas realidades.

Por isto é que alguns dizem que é tão difícil mudar. Fazemos as coisas por décadas – certas ou erradas – e criamos uma inercia que nos impede de ver que a vida ocorre em transições e modificações.

Mudar requer primeiro o reconhecimento que o que estamos fazendo ou é errado ou podemos fazer de uma maneira melhor por outros caminhos e ideias. Exige de nós a vontade de se reformular e de trabalhar no novo. Significa abraçar a novidade e aprender com o desconhecido.

É compreender que nossos mapas mentais muitas vezes não representam o território onde nossas batalhas pela vida são travadas.

Queremos em nosso intimo que a novidade nos abrace, mas isto só acontecerá se começarmos a fazer diferente aquilo que sempre estávamos acostumados a fazer, a partir daí teremos resultados totalmente novos.

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O EXTRA QUE DEVIA SOMAR

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Deixamos de viver nas cavernas e de usar roupas feitas de couro de animais a muito tempo. Hoje eu diria que apenas uma pequena parcela da população mundial nasce, cresce e vive como nossos antigos ancestrais. Se levarmos em conta que esta pequena parcela ainda tem contato com o “homem civilizado” e diria que viver como os primeiros grupos humanos que se agregaram diminui ainda mais.

Plantar, coletar e caçar para manter a vida requer o desenvolvimento ou o mínimo de conhecimento para dominar tais atividades e somente a diferenciação em nosso intelecto e que providenciou o grande passo em nossa mudança para que pudéssemos nos distribuir e sobrepujar a natureza selvagem em todos os ambientes naturais do planeta.

O tamanho, o designer e o modo como funciona nosso cérebro têm contribuído para explicar porque conseguimos, mas hoje quero focar no poder da linguagem e suas interpretações. Mesmo que os cientistas atuais não tenham chegado a um consenso de como a linguagem evoluiu no decorrer dos milênios, todos concordam que o caráter de nossa sociedade foi drasticamente modificado pelo desenvolvimento de um rico sistema de comunicação que possuímos. Uma capacidade única que nos distingue de outros animais.

Não estou inferiorizando os demais seres do planeta, estou apenas dizendo que fazemos uma comunicação em um nível mais complexo. Distinguimos e acrescentamos nuances que outros animais não conseguem, apesar de carregar conosco instintos básicos semelhantes.

Estudos científicos demonstram o sorriso em nossa face é usado como moeda de troca e vinculo, tanto no meio dos humanos quanto no de chipanzés é semelhante. Viver significa saber diferenciar o perigo, a ameaça, portanto um rosto com um sorriso na face descreve para o outro que não somos ameaça. O olhar direto sem feições de sorriso pode significar ameaça em qualquer parte do planeta.

Assim quando um chipanzé mostra os dentes simulando um sorriso para outro ele quer avaliar e dizer ao mesmo tempo “ Não sou uma ameaça, por favor não me ataque. ”, se o sorriso é devolvido neste sistema de comunicação, poderemos interpretar como palavras dizendo “Oi tudo bem? Não vou atacar você! ”.

Nesta linguagem não verbal que descrevi acredito que podemos concordar que de certa forma nos assemelhamos aos macacos em um sentido de comunicação, esta mesma comunicação não pode ser fingida, ou somos parte do grupo ou somos ameaça, não tem meio termo.

A reação é que pode ser diferente, no meio dos primatas não humanos – macacos – a ameaça é extirpada com um ataque literalmente ao pé da letra, se um macho dominante ver seu território invadido por outro e este não demonstra sinais de respeito.

Este comportamento também pode ser observado entre os humanos com uma diferença, os primatas não humanos não atacarão os seus semelhantes usando uma arma de fogo ou uma faca.

Nós, por outro lado podemos apresentar sutilezas que podem ser sinalizadas antes que o limite da ação física dê ignição a algo mais agressivo. Sinais que demostrem nossa dominação social, sem ter que bater no peito e urrar. Assim o tipo de roupa que usamos, a casa que possuímos, o carro em que estamos define nossas fronteiras de sucesso entre os primatas humanos. O macho bem-sucedido tem valores e conquistas que outros não possuem.

Mais uma vez estamos vendo como a linguagem não verbal diz muito de nossas intensões e comportamentos. Saber o que esta linguagem diz é essencial para não criarmos atritos e que por sua vez se traduz em como temos opiniões dos outros.

Muitas vezes dizemos frases como: “ Gostei de tal pessoa, ela é agradável ou o sujeitinho está se achando. “, tudo isto diz respeito ao gestos e movimentos do corpo que estamos decodificando.

Portanto, este a mais que recebemos com a passagem do tempo, que modificou nossa mente e construiu as sinapses de nosso cérebro que deveria nos colocar em uma posição superior de entendimento e ações as vezes fracassa.

Por que? Porque continuamos agressivos, fazendo guerras, invejando o alheio, sempre estamos tentando tomar o que é do próximo e não construindo algo próprio. Continuamos matando, a diferença e que podemos hoje matar do outro lado do planeta apenas apertando um botão e assistir de uma tela, para isto basta sentir que estamos sendo ameaçados não pela falta de um sorriso, mas por comunicações, econômicas e políticas.

Avançamos, estamos em posição privilegiada de consciência, temos um cérebro diferenciado, sabemos que podemos refletir além de nós, olhar em terceira pessoa o mundo e a sociedade, sentir o que passa nas emoções dos outros. Nossa comunicação as vezes beira os limites da previsibilidade e de repente voltamos ao primitivo, neste momento o extra que possuímos deixa de somar.

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IR DE ENCONTRO

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Viver não é uma opção, sei que posso estar ateando fogo em muitas opiniões contrárias ao que afirmei, pois já fiz tal afirmação em outras ocasiões. E por mais que detestemos admitir um alcance limitado do livre arbítrio ou mesmo não aceitar, e afirmar que ele tem uma extensão maior que se pode imaginar, sabemos que em uma análise mais profunda tudo pode se modificar.

Assim como um pequeno erro de cálculo pode tirar um navio centenas de quilômetros de sua rota ou um grão de areia pode estragar engrenagens de um relógio é nossa opinião sobre o que realmente devemos ler e compreender sobre os mecanismos que regem nossa orientação no decorrer da existência e quais engrenagens devemos colocar para funcionar em nossa mente para que possamos ter uma visão mais completa, mais lúcida de nossos passos aqui neste plano terrestre.

Viver nada mais é que estar exposto as intempéries emocionais, sociais e mentais. É ter convulsões que nos tira da letargia, é pagar o preço de se arriscar nas incertezas constantemente. Tudo isto citado não é opcional, basta estar vivo, e como ser dono de uma pequena embarcação em alto mar, você está lá, sua obrigação e não deixar afundar e isto não é opcional, simplesmente existe e é assim.

Por outro lado, basta fazermos uma única escolha e estaremos fazendo um compromisso. Se estamos dispostos a assumir os riscos, nos envolvemos por inteiro e nesta cadeia de comando também estaremos reafirmando nossa capacidade de alcance de proposito e com isto estabelecendo em que nível de coragem estamos.

É saber que é o momento de se levantar, esticar as pernas, olhar para onde se deseja ir e o mais importante ir. É ter a coragem de ser imperfeito, mas imperfeito com ousadia, com vontade de estabelecer novas ideias e ligações. Não sacrificar oportunidades, porque na melhor das hipóteses no final chegaremos onde desejamos e na pior, se fracassarmos saberemos que caímos ousadamente.

indicacacao

NOTÍCIA

Written by bugei on . Posted in Crônicas e Artigos

Trazemos a todos boas notícias! Após três nomes serem incluídos como Kokeisha no Makimono de Michie (Shidoushi Thiago Moraes, Shidoushi Alfredo Tucci and Shidoushi Juliana Galende), Shidoshi Jordan Augusto anunciou oficialmente dois nomes a serem incluídos em seu Makimono pessoal, como seus sucessores: Shidoushi Giovanni Nunes e Shidoushi Sérgio Botelho, ambos do Brasil. Parabéns! Todos celebramos esta conquista! Banzai!!!

Em uma recente reunião no Brasil e em uma conversa sobre a indicação cedemos aqui um trecho do que foi dito por Shidoshi Sergio Botelho de Oliveira e Shidoshi Giovanni Nunes

Na voz de Shidoshi Sergio Botelho de Oliveira:

“Quando recebi a notícia que tinha sido indicado no makimono do Shidoshi Jordan Augusto, como seu sucessor, senti um misto de muita alegria e preocupação em ser responsável por perpetuar o conhecimento do Bugei ou melhor, E-Bunto, na linha de sucessão do meu mestre. Mas devo dizer que me sinto também, muito tranquilo, pois em todos esses anos de aprendizagem, pude acumular conhecimento e conquistar a confiança de meu mentor no Bugei. Tenho plena certeza que meu mestre depositou em mim essa responsabilidade por ter plena certeza que sou digno de propagar seu conhecimento com honra e virtuosidade. Obrigado meu mestre por mais esse presente.

Sergio Botelho de Oliveira

Na voz de Shidoshi Giovanni Nunes:

“Uma grande honraria representa antes de tudo continuar trabalhando incessantemente para continuar a dar brilho aquilo que nos é agraciado.

Me permito ficar feliz por mim e pelos que me ajudaram a chegar neste momento. Principalmente pelo carinho, atenção e ensinamentos que me foram passados no decorrer dos anos por meu Professor Shidoshi Jordan Augusto e todas as pessoas que me ajudaram nesta estrada que me acolheu, que é o E-Bunto.

Esta indicação representa o sucesso daqueles que sempre se preocuparam com minha educação dentro da Instituição. Agradeço a todos e ressalto que sempre me esforçarei para corresponder a confiança e carinho que em mim foram depositados.

Giovanni Nunes

Deixamos aqui registrado o agradecimento da Indicação de sucessor e que a comemoração seja de todos.

Muito obrigado!

Shidoshi Sérgio Botelho de Oliveira

Shidoshi Giovanni Nunes

presenca passageira

PRESENÇA PASSAGEIRA

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

A efemeridade da vida assunta todos nós. De alguma forma somos levados a pensar ou repensar o que de fato nos é importante, e este “importante” para nós é que guia os passos.

Assim o assombro do fim que as vezes cogitamos, no dia a dia, nada mais é que o receio de viver e não de interromper a vida. Somos pegos em imaginações abstratas do que existe do outro lado e de forma concreta paralisamos a vida real que possuímos.

Creio que se olharmos sob uma nova perspectiva, este medo que nos assola desaparece. Quando entendemos que é tanto universal quanto natural, na roda da existência que temos, a tarefa de cumprir nossos deveres em vez de pesada fica leve e sustentável.

Mas afinal o que é importante? Não tenho uma resposta, mesmo porque além de que cada um possuir uma missão própria esbarramos com nossa limitada capacidade de compreender o mundo a nossa volta.

Talvez, e veja, talvez para alguém ou alguns o importante é fazer algo grandioso, liderar, ser exemplo para muitos. Tomar decisões que salve centenas ou milhares de vidas. Desvendar segredos de como o universo funciona, olhar para as estrelas e procurar a possibilidade de habitar outros mundos.

Mas talvez, e veja, que aqui estou reafirmando talvez, outros tantos que pensem que não possuam um lugar de destaque nesta vida ou mundo, cuja a voz amiúde os jogue nos confins da fila dita dos não importantes – se é que isto existe – e que achem que sua presença passageira passará despercebida.

Para estes digo por mais rápida que a vida seja e por mais escondidos que possamos passar dos holofotes sempre teremos nossa importância.

O essencial não é o sucesso, a glória, a ascensão, mas a visão lúcida de que estamos subindo nos degraus da vida, que estamos em sucessivas mudanças, de corpo, de mente, de matéria em espírito e vice-versa, isto tudo para compreendemos que a vida é apenas a manifestação de uma forma de tempo e espaço, que um dia nosso planeta vai girar sem nossa presença física, mas jamais sem nossa marca de contribuição no tempo em que aqui passamos.

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