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TRANSFORMANDO O QUE ABSORVEMOS

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

“Tudo transforma, tudo muda, mas a essência continua a mesma na mutação diária.”

O homem sempre tem desenvolvido mecanismos de entender a natureza. Ora não podemos ignorar que um artista, como exemplo, Picasso não tenha tentado explicar o mundo externo através de suas obras. Nesta maneira singular tanto ele quanto nós, em nosso modo particular, estamos à procura de alguma formar estar em sintonia com o lugar e o tempo ao qual pertencemos.

Esta nossa condição humana de estar conectado ao exterior e ao mesmo tempo ter uma realidade inteiramente particular, digo particular, no sentido de que cada um carrega em si sua história e experiência pessoal, o que cria um universo individual, onde nos encontramos e nos fazemos únicos e diferentes de cada um em nossa espécie, é que impulsiona absorver mais e mais de tudo o que está em nossa volta.

Mecanismo este que nos induz a uma mutação diária. Sempre somos diferentes, não importa o quanto façamos as coisas sempre da mesma maneira, nunca somos exatamente iguais à mesma pessoa de ontem. Os acontecimentos diários nos moldam e modificam criando recursos para que possamos caminhar.

As mudanças podem ser de maneira a expandir ou contrair nossos horizontes, mas a verdade é que sempre há metamorfose quando absorvemos algo no sentido físico ou mental.

Como o alimento que assimilamos, extraímos o que se necessita e o restante, nós de alguma forma colocamos para fora, o que fica nos modifica e a parti daí podemos avaliar se estamos bem ou não.

Esta tênue divisão entre as mudanças que ocorrem são difíceis de observar, por que não há indícios de sua origem. Deve ser imaginada como um ciclo de eventos complexos que não possui inicio ou fim.

Assim na capacidade que possuímos de escolher a trajetória de nossa caminhada apontada no presente moldamos nosso futuro incerto. Digo incerto, no sentido de que sempre podemos hoje modificar o amanhã, mas jamais podemos alterar o ontem.

jardim de pedras

SINAIS DE VIDA

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

“O rio só atinge o seu objetivo porque aprendeu a contornar os obstáculos.” (autor Desconhecido)

Em conversas com amigos nos últimos tempos, estes sempre me perguntam o que eu faço quando tudo dá errado. Bom, não tenho receita pronta ou resposta para tudo, mas o que sempre faço é recomeçar e tentar fazer sempre melhor do que da ultima vez.

O pessimista tem impregnado em seu ser que tudo pode piorar, ora piorar depende de um ponto de vista muito particular. Talvez seja a preguiça de restaurar ou consertar que impede o grupo de pessoas que se encaixam neste lado (pessimista) de enxergar novas possibilidades.

Fazer algo de primeira vez e acertar traz alivio para alma, mas não nos torna mais sábios ou experientes. O que nos amadurece são as pedras no caminho, o refazer constante no objetivo de corrigir as escolhas erradas.

Assim o planejamento é apenas um mapa neste roteiro de tempo que chamamos de vida. Significa que estamos dando atenção a algo ou alguma coisa que achamos importante. Então as alternativas escolhidas, que são baseadas em nossas experiências pessoais, podem ou não funcionar.

Ter escolhas anteriores equivocadas, não quer dizer que não se possa assumir o controle de nossa vida, é apenas um indicativo que nosso direcionamento, nossa bússola pessoal deve ser estudada novamente e que novas decisões devam ser tomadas tanto na teoria quanto na prática para corrigir as nossas coordenadas.

Só saber que tem que mudar é um grande passo, mas o plano tem que ser realizado e da melhor maneira possível. Quando digo melhor, e melhor no sentido de estar com o espírito livre, pronto para dar o melhor de si, com alegria, paixão e dedicação.

No breve momento de vida que possuímos, temos que aproveitar para que as pequenas “pedras” que aparecem em nosso caminho sejam transformadas em ornamentos em nosso jardim. Somos preparados para realizar qualquer sonho, apenas ignoramos isso.

 “Lógica de Albert Einstein

Conta-se que duas crianças estavam patinando num lago congelado da Alemanha. Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam despreocupadas. De repente, o gelo se quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou. A outra, vendo seu amigo preso e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim quebrá-lo e libertar seu amigo. Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:

- Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!

Nesse instante, Albert Einstein que passava pelo local, comentou:

 – Eu sei como ele conseguiu.

Todos perguntaram:

- Pode nos dizer como?

-É simples, respondeu Einstein.

Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz”.

nuvem

O QUE FICA EM MIM

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

“Os olhos são a janela para alma, mas é a consciência que absorve ou não o que entra”.

Sempre que me levanto pela manhã logo penso que tenho que me esforçar para que no decorrer do dia, eu possa aprender com as situações do cotidiano e me tornar um ser humano melhor.

Mas qual é a força motora que nos “obriga”, de certa forma, a sustentar nossa caminhada?  Os mais sábios acreditavam que esta interação ao longo da existência se sustentava em três pilares que chamavam de tempo, movimento e estagnação.

Imaginar que eles agem somente de forma separada é um equivoco, em minha humilde opinião, de forma filosófica o tempo, movimento e estagnação ocorrem simultaneamente, mas também são interdependentes. Ora, se me encontro em uma encruzilhada na qual não tenho experiência para enxergar o melhor caminho, uma conduta sábia é cessar as atitudes que me levam ao movimento das decisões, para que possa acalmar o interior e analisar o contexto, mas o tempo não para, logo existe movimento em meu pequeno momento de imobilidade.

O tempo tudo altera, pode estar associado a algo que pode ser medido, mas que também pode se referir a um momento indeterminado. O movimento, algo relativo, pois olhando de diferentes prismas, que no ocidentes é conhecido por um dos nomes de referencial, nos leva a diferentes panoramas que por sua vez pode despertar as forças universais que organizam a nossa direção, influenciando a forma de caminhar.

Neste sequencial surgem os estados mentais, que ora rígido, ora flexível atuam nos estados de consciência que nos transporta a momentos de clareza, “despertar” ou escuridão, “ignorância”.

Antes de se chegar a um patamar positivo ou negativo em relação às relações estabelecidas os que conseguem compreender os agentes da natureza humana que atuam em nossa realidade interna e externa podem penetrar em uma atmosfera de lucidez ou engano e a partir daí estabelecer o equilíbrio de forças na criação de sua micro realidade (parte interna) com o macro realidade (parte externa). O que muitos chamam de vazio ou unidade.

Assim em nossas aulas com os mais velhos, sempre existiu a preocupação de nos ensinar o pensamento de que deveríamos ter uma “caminhada positiva”, para frente, e que esta atitude sempre se completasse com uma mudança e transformação que traz a nossa vida uma nova visão sobre o mundo que nos rodeia.

Somente nós e que podemos analisar e sob o prisma de nossos conhecimentos, sem julgar, tomar atitudes que possa de certa forma contribuir, ora ajudando com orientações necessárias, ora se retirando do contexto para que outros possa se esclarecer e ter seu pequeno momento de iluminação.

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VALORES QUE ME CERCAM

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

“Os que desprezam os pequenos acontecimentos nunca farão grandes descobertas. Pequenos momentos mudam grandes rotas.” (Augusto Cury).

Não é difícil ver que a cada dia que passa somos forçados a uma rotina quem nem nos damos conta. Os anos passam e não enxergamos que o mundo ao nosso redor mudou. Ontem nossos filhos eram pequenos e dependente de nós, hoje tem vergonha de andar ao nosso lado (coisas de adolescentes), e amanhã estão construindo sua própria família.

A vida flui diante de nós, e simplesmente não fazemos nada, apenas observamos sem senso crítico. Colocamos nossa energia em ter, deixando assim, a possibilidade de ser. Mesmo que o objetivo seja ter felicidade, e queremos ter no “sentido de eterno”, para sempre e amém, algo questionável, pois a felicidade almeja é efêmera, existe em um momento, um instante, deixamos de viver os pequenos momentos preciosos que nos são dados.

Em uma conversa com um amigo, este me reclamou que sentia saudade de quando levava o filho na escola. Disse que tudo era mais tranquilo, que a violência não era como hoje, e a vida passava de maneira mais lenta… Nesta conversa ele deu-se conta que podia ter aproveitado mais este “tempinho bom.”.

Grandes são as descobertas que fazemos quando a idade avança, mas também grande é o preço que se paga quando entendemos o que foi perdido.

O passado formado em nossa mente deve ser uma janela cuja paisagem dever ser agradável de olhar e não uma tristeza. Os poucos que vivem construindo um futuro, mas com o pé no chão, com uma postura crítica e criativa em relação a vida podem se dar ao luxo de olhar para trás e sorrir.

 Shibli foi um grande sábio erudito. Em um determinado momento em sua vida, Shibli mudou completamente.

Então perguntaram a ele: “Quem o guiou no Caminho? Qual o nome deste Mestre?”.

Dizem que Shibli respondeu contando o seguinte:

“Não foi uma pessoa, foi um cão”!

Um dia cheguei às margens de um rio. Havia um remanso e a superfície da água estava completamente imóvel. Ali havia um cão.

Ele estava parado olhando a água. Parecia quase morto de sede. Ele olhava para a superfície da água e recuava assustado. Depois de alguns instantes ele repetia a aproximação e ao ver aquilo que parecia ser outro cão, embora fosse o seu próprio reflexo, ficava assustado e recuava novamente.

Depois de algumas tentativas, e muito motivado pela tamanha sede que sentia, ele abandonou o medo e pulou para dentro da água.

O cão então percebeu que o reflexo havia desaparecido devido à agitação da superfície da água. Percebeu também que o obstáculo existente entre ele e aquilo que buscava, era ele próprio. “Após enfrentar o seu medo, viu que a barreira havia se desvanecido.”

E Shibli continuou: “De uma forma semelhante, um grande obstáculo em minha vida se desvaneceu quando eu senti que aquilo que eu pensava ser eu mesmo, era o próprio obstáculo. E assim o meu Caminho me foi mostrado, primeiro pelo comportamento daquele cão.”

 (História de Nasrudin, retirado do site: http://www.nasrudin.com.br/index.htm) .

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REESCREVENDO

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Todos têm a capacidade de julgar e escolher os caminhos que nos são apresentados no decorrer de nossa existência. Acertar ou errar faz parte do contexto, o mais importante é como esta experiência muda o nosso interior.

Se o homem realmente é produto do meio como muitos acreditam, então o que se pode esperar? Apenas a imagem do exterior refletido no nosso interior? Como agentes transformadores da realidade que criamos não podemos ser meros expectadores, nossa existência deve ser algo mais.

Os mestres antigos sabiam que no processo educacional do discípulo, que a construção e desconstrução são inevitáveis. Não se pode ensinar a uma criança princípios de uma matemática avançada, mas podemos pouco a pouco ensinar os passos que o levarão com o tempo (maturidade), a ter um pensamento matemático mais sofisticado.

Assim a base de nossas relações necessita de princípios, que se muito bem fundamentadas, podem construir um ser humano melhor. Este é o papel do professor, mestre ou orientador de qualquer área, indicar o caminho para escrever e reescrever nossa vida.

Ao aluno cabe à tarefa cotidiana de exercitar com paciência e carinho aquilo que lhe foi dado, as oportunidades de aprendizado. Sendo assim, devemos não só aprender e interagir com o que nos é conveniente, mas também absorver o que nos transforma em pessoas melhores.

Contos e parabolas de Índios Norte Americanos

Os dois Lobos

 Um ancião índio descreveu os seus conflitos internos da seguinte maneira:

- Dentro de mim tenho dois lobos. Um deles é cruel e mau. O outro é muito bom. Os dois lobos estão sempre à briga.

Quando lhe perguntaram qual o lobo que ganhava a briga, o ancião respondeu:

 – Aquele que eu alimentar.

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DESTINO

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Sempre escutei que quando chega a idade dos quarenta o homem tem que reinventar-se, se assim o for, existe algum tempo que estou neste processo. Mas esperar um momento na vida para que esta, de alguma forma, mude ou traga mudanças pode ser algo perigoso, pois o processo de nossa caminhada é dinâmico.

Em muitas conversas com amigos, conhecidos e professores o que mais tenho escutado é sobre o quanto o homem modificou sua “qualidade” de vida com os avanços tecnológicos e ao mesmo tempo continua em profunda escuridão em relação aos caminhos de sua existência.

A mesma tecnologia que salva, muitas vezes pode ser usada para guerra, onde fica então o reinventar do homem como ser social com a chegada da idade dos quarenta (maturidade)?

Com um olhar critico sobre nossa história, descobrimos que, continuamos a fazer praticamente tudo o que condenamos nos séculos anteriores. A fome ainda assola o mundo, ainda existem guerras, pragas, a competição por escalada social e muitas outras coisas que deveríamos ter superado.

Aliás, descobrir e inventar são palavras com significados diferentes. Descobrir é encontrar uma coisa ou fato que se encontra oculto, já inventar está ligada com o ato de criação. Ambas exigem conhecimento, imaginação ou criatividade, mas em estágios de compreensão diferentes.

Em uma sábia frase de Confúcio – “Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?” Compreendemos que podemos então escolher descobrir ou reinventar nossa idade tudo depende de qual destino carregamos dentro de nós. Sim isto mesmo, destino. Escolhemos o nosso caminho por aquilo que carregamos em nosso interior.

“Um homem não é outra coisa senão o que faz de si mesmo.” –(Jean-Paul Sartre).

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A imprevisibilidade humana

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“Conhecer o rio interior que flui, é ser previsível com a sua essência.”

São comuns em nosso cotidiano as pessoas nos admirarem por nossas atitudes, digo admirar no sentido de que, nossas ações, causam um tipo de espanto, que pode ser positivo ou negativo, dependendo do contexto da história. Lembro-me que quando criança e fazíamos arte esperamos sempre duas coisas: ou umas palmadas pela travessura ou um grande sermão. Sei que muito se fala se é válida ou não a palmada, mas hoje não vou abordar este assunto. O que quero dizer é que nem sempre as coisas aconteciam como pensávamos.

Havia momentos em que nenhuma dos castigos citados era aplicado, meu pai simplesmente sentava conosco e explicava de forma simples e carinhosa que não deveríamos fazer aquilo e tirava o resto do tempo para passar conosco, como se a traquinagem não tivesse sido feito por nós. Quem já não viveu um momento assim, esperava uma coisa e veio outra completamente diferente? Digo isso olhando em um prisma de infância, mas tudo se replica em todas as fases de nossa vida.

Se as pessoas que nos rodeiam nos surpreendem constantemente, o que podemos dizer de nós em relação a elas? Acredito que também as surpreendemos de modo igual ou até mais.

Os mestres mais antigos da escola sempre em nossas aulas falavam uma frase: “O ser humano e imprevisível.” Levei muitos anos para amadurecer a profundidade e ao mesmo tempo a simplicidade que eles queriam me ensinar. E acredito que em minha existência continuarei a sempre refletir sobre este pensamento da imprevisibilidade humana.

Ora, interagir com os pensamentos que se tornam ações no cotidiano não é algo fácil. Vejo, sinto ou faço parte de um contexto, logo posso ou não entender o significado disto ou daquilo que me cerca. Em minha interpretação “Eu” atribuo um significado e automaticamente estabeleço uma importância, que implica automaticamente em se ramificar na minha capacidade de aceitação ou não.

A vida tem me ensinado, em minha humilde concepção, que a receita pode ser em transformar esta informação, em forma de ação interpretada, segundos nossa capacidade de entendimento, é ter o equilíbrio, paciência e tolerância para se chegar a um acordo. Algo que não seja um julgamento tão duro (as palmadas) ou algo tão flexível que torna tudo muito comum e banal.

Seja como for, não deixe de aprender com a imprevisibilidade dos outros, mas acima de tudo não deixe a sua imprevisibilidade dominar a sua jornada.

Um conto zen

Há algum tempo atrás existia, numa distante e pequena vila, um lugar conhecido como A Casa dos Mil Espelhos. Certo dia, um pequeno e feliz cãozinho soube deste lugar e decidiu visitar. Quando lá chegou, saltitou feliz escada acima até a entrada da casa. Olhou através da porta de entrada com suas orelhinhas bem levantadas e abanando a sua cauda, tão rapidamente quanto podia.

Para sua grande surpresa, deparou-se com outros mil pequenos e felizes cãezinhos, todos a abanarem as suas caudas, tão rapidamente quanto à dele.

Nesse momento, deu um enorme sorriso e foi correspondido com mil sorrisos enormes. Quando saiu da casa pensou: ‘Que lugar maravilhoso! Voltarei sempre, um milhão de vezes’. Na mesma vila havia outro pequeno cãozinho, não tão feliz quanto o primeiro, que decidiu também visitar a casa. Subiu lentamente as escadas e espreitou através da porta. Quando viu mil cães a olhá-lo fixamente, rosnou e mostrou os dentes e ficou assustado ao ver mil cães a rosnar-lhe e a mostrar-lhe os dentes. Saiu correndo e pensou: “Que lugar horrível, nunca mais volto aqui!.” Todos os rostos no mundo são espelhos.

(texto zen retirado do site: http://www.nasrudin.com.br/ensinamentos/a-casa-dos-mil-espelhos.htm)

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