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palavras inadequadas

PALAVRAS INADEQUADAS

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Expressar o que pensamos ou sentimos nem sempre é fácil. Muitas vezes invertemos o significado e o sentido daquilo que queremos expressar quando as palavras saem de nossa boca.

Chegar ao conhecimento maduro indica que eu e você pisamos na estrada do estudo, dos significados, dos sentidos. Que pusemos a cabeça a pensar para desvendar os labirintos que as palavras podem expressar.

Um exemplo que gosto de falar é do poeta brasileiro Belmiro Braga quando ele compôs o poema Amigo Cachorro que diz:

“Pela estrada da vida subi morros,

Desci ladeiras, e afinal te digo,

Se entre amigos encontrei cachorros,

Entre cachorros encontrei-te, amigo!

Hoje para xingar alguém, recorro

a outros nomes feios, pois entendi

que elogio a quem chamo de cachorro

desde que este cachorro conheci!”

Muitas vezes, e não são poucas, queremos elogiar e usamos palavras que ofendem, outras queremos o contrário e elogiamos como foi bem colocado por Belmiro Braga. A confusão do uso inadequado das palavras faz nossas intensões viajarem por estradas que não estão em nosso mapa.

Culpa de quem? Nossa é claro, por não saber usa-las, mas existe uma palavra que pode corrigir os erros intencionais ou não, ela nos coloca no eixo de viagem correto, orienta nossa vida, porém deve ser dita com humildade e com o coração verdadeiro de quem reconhece o erro e quer refazer a vida é quando se diz: “me perdoe…”

Ninguém está livre dos erros, um dia vamos cometer o que esperamos é que não seja grave, mas de qualquer forma não poderemos voltar no tempo e apagar a ofensa que fizemos, poderemos, porém, a partir do reconhecimento refazer o futuro.

Entendemos então que uma parte do peso que repousa em nossos ombros nada mais é que as palavras que não escolhemos com sabedoria ou desconhecíamos seu significado.

suficiente para durar

SUFICIENTE PARA DURAR

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

A superação que acontece em na vida é uma maneira de expressar o quanto estamos empenhados em dar passos firmes diante das exigências. Cada vez colocamos os pés no degrau superior – efeito da superação – somos forçados a viver um novo estado de atenção. Novas exigências aparecem e requerendo de nós uma maior capacidade criativa.

A competição ou o modo competitivo em que estamos imersos é o combustível que alimenta as transformações com uma velocidade maior a cada dia.

Ontem eu e você estávamos brincando na rua ou inventado algo para passar o tempo, hoje, nossos filhos e netos estão na internet, nas brincadeiras eletrônicas e celulares. O contato hoje é feito em zeros e uns os famosos bits.

A medida do tempo que antes era de certa forma maior foi encurtando, o mundo diminuiu, eu diria que hoje podemos falar que ele é “plano”.

O prodígio destas mudanças afetou como enxergamos o mundo e a vida, ora para melhor ora não. Devemos a cada instante que passa processar mais e mais informações para não ficar perdido lá atrás no tempo, o velho deixou ter significado de muito tempo transcorrido para aquele que está ultrapassado pela sua época.

A vida acaba achando significado na urgência da transitoriedade e não na transitoriedade da urgência. Invertemos os conceitos ou melhor os conceitos agora é que são outros e não conseguimos compreender porque o que funcionava e devia continuar neste novo mundo não se encaixa mais.

Não se pode esconder que as mudanças que este novo mundo propaga, não é possível nos fechar dentro de nossas residências e resistir a estas mudanças imperativas. Quando o primeiro automóvel foi lançado muitos afirmaram que ele não iria longe e que não havia nada no mundo que pudesse superar um cavalo como meio de transporte.

Pouco mais de um século podemos ver que o panorama de transporte é outro, com seus altos e baixos ninguém quer voltar a transitar de cavalo nas ruas.

Creio que devemos fazer semelhante aos praticantes de surf nos dias atuais que exigem mudanças. Deveremos tentar nos equilibrar, achar a harmonia e seguir a onda, não porque nossa opinião é fraca, mas porque existe sabedoria em dominar e se deixar dominar pelas forças que promovem modificações.

Se soubermos fazer isto chegaremos a praia com segurança e mais teremos aproveitado com alegria fazer parte daquilo que modifica o mundo.

balanca

PADRÃO DO RITMO

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Mentalmente somos imersos no mundo científicos das medidas sem perceber, temos o relógio que dita nosso tempo, o termômetro que nos diz se estamos com febre ou não, a luz que ilumina nosso quarto, a balança que nos alerta que o regime de segunda feira deveria ter começado a muito tempo, o chão do parque demarcando a distância da caminhada nos avisa quando é de parar e nos hidratar.

Não perguntamos, não questionamos da onde vem as medidas que constrói nosso ritmo, porque o ritmo já faz parte da medida. O todo contém o um e vice-versa, é tão comum, mas ninguém consegue explicar.

Demarcamos o dia porque o Sol está no céu, dividimos suas vinte e quatro horas em períodos que chamamos de manhã tarde, anoitecer e madrugada, como dizia meu vizinho. E se, olha a palavra, e se um dia o Sol não aparecesse como deveríamos avaliar a passagem do tempo?

Nosso padrão se foi e com ele nossa noção e ritmo que constrói nossa vida. Aqui entro no assunto que interessa, como sei que sou honesto e tenho ética? Qual é o padrão que me conduz a escolher fazer o certo e abandonar o errado? Melhor o que é certo e o que é errado?

Sem medidas – padrões – não podemos saber se estamos agindo de maneira produtiva em nossa jornada. O problema é que certos padrões adotados podem conferir verdades a algumas coisas que não são boas de se praticar.

Sempre escutei de meu Professor de E-Bunto para vigiar o pensamento, claro, hoje mais do que nunca sei que eles podem construir minha noção do que é certo ou errado e mais ainda, pode colocar ritmo naquilo que desejo fazer ou abandonar.

São eles que fazem a medida pela qual vivo, nada mais justo que definir com precisão de onde eles veem e para onde eles podem ir.

Olhe um caso curioso na ciência que pode muito bem explicar o que disse. A unidade de massa e baseada em um protótipo internacional, um artefato feito especialmente de platina iridiana, e conservado no BIPM, em condições especiais. Ele padroniza a unidade de medida kilograma, mais tarde descobriram que em sua superfície adere partículas existentes no ar, elevando sua massa em um micrograma por ano.

O que pensávamos ser algo fixo e confiável já não era, no caso do protótipo internacional de peso adotou-se uma medida preventiva, a massa de referência será aquela que se segue imediatamente à lavagem e limpeza da platina iridiana que compõe o protótipo segundo um método específico. A massa de referência é, então, definida e utilizada para calibrar os padrões nacionais de platina e irídio

De modo semelhante são as verdades que compõem nossa vida, devemos sempre avaliar os padrões, as definições e então adotar ritmos que se enquadram para estabelecer novos hábitos e que de preferência sejam saudáveis tanto para nos quanto para outros.

gigante vermelha

O QUE TEM IMPORTÂNCIA

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O desenvolvimento da comunicação na raça humana nos ajudou a decodificar os enigmas que nos cercam. Saber entender nosso entorno e assim interagir com ele e expressar a outros o que aconteceu, estava acontecendo ou poderia acontecer pelo refinamento de uma linguagem cada vez mais complexa nos deixou em situação de privilégio.

Sobrevivemos mesmo sendo a espécie que indicava ter tudo para desaparecer, mas isto é outro caso, a verdade é que de um modo único transmitimos aquilo que pensamos e o que compreendemos do meio em que vivemos.

Porém não crescemos de forma uniforme, muitas vezes esta mesma comunicação falha, ou melhor nos falhamos ao decodificar o que é importante.

Várias vezes colocamos as coisas em ordem inversa, o famoso trocar os pés pelas mãos, como dizia nosso Professor de E-Bunto. O significado desta frase é tentar resolver ou compreender algo com as ferramentas inadequadas, o problema pode até ser resolvido, mas a uma velocidade muito abaixo do esperado.

Não é uma vez ou outra que deixamos nosso espirito enganar com os adornos que envaidecem o nosso interior e assim caminhamos na estrada vazia. Esta semana lendo um livro do cientista Carl Sagan, Bilhões e Bilhões uma reflexão sobre a vida e a morte na virada do milênio, me deparei com um trecho que resume bem isto.

O autor relata uma piada antiga que é a seguinte, diz que certa vez um expositor no planetário falou que o Sol em 5 bilhões de anos vai se tornar uma gigante vermelha e destruirá os planetas mais próximos, inclusive a terra. Depois da palestra um ouvinte procurou o expositor e perguntou:

“O senhor disse que o Sol vai arrebentar a Terra em 5 bilhões de anos?”

“Sim, mais ou menos, afirmou o palestrante”

“Graças a Deus. Por um momento pensei que tivesse dito 5 milhões.”

Que diferença faz se o Sol vai se tornar uma gigante vermelha em 5 milhões ou 5 bilhões de anos? É certo que nenhum de nós vai estar aqui para presenciar tal evento, então perder os cabelos ou uma noite de sono com isto é o maior desperdício que poderemos ter em nossa curta existência.

Quantas gigantes vermelhas criamos em nosso cotidiano? Eu diria que não são poucas. Preocupamos que o amanhã e esquecemos de viver o hoje. Saímos de casa sem trocar palavras amáveis e quando nos lembramos pensamos que ao retornar poderemos fazer isto, e as vezes o destino no prega uma peça e não conseguimos falar o quanto as pessoas que nos cercam são especiais para nós.

Lutamos hoje com o pensamento voltado em preocupações do futuro, sem entender que o futuro pouco importa, porque ele será composto por nossas ações no presente, e se hoje não desempenharmos o nosso papel de forma digna ele não será aquilo que desejamos.

A verdade é que aquilo que damos ênfase, importância ou dedicação é o que faz mover nossa vida, se a coisa especial, o modo de encarar a vida é que está errado então é bem provável que estaremos desperdiçando parte de nossa história.

O que fazer? Viver o hoje é não esquecer que daqui a 5 bilhões de anos o Sol irá ser uma gigante vermelha, porém 5 bilhões de anos antes, nós teremos transformada nossa vida também em uma gigante vermelha que envolveu, aqueceu, amou e protegeu todos aqueles que nossa luz poderia alcançar.

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PEQUENAS DOSES

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Em cada batida o coração bombeia um pouco de sangue em nosso corpo, em cada dilatação o diafragma leva pequenas porções de ar que sustentam nossa bioquímica, seguindo o raciocínio veremos que a vida acontece em cada segundo, aos poucos ou quem preferir em pequenas doses.

Quem chega a idade avançada, a dita terceira idade mede estas poucas doses em décadas vividas e apreciadas ao longo dos anos. Quem trabalha pensando na aposentadoria pensa em anos trabalhados, o aluno em dias letivos no ano e quem quase vê a vida por um fio esta pequena dose se dá em um breve segundo.

Mesmo sendo prevê ou longo – os momentos – o pensamento, a imaginação, a discussão e debate que aparece em nossa mente tem o tempo suficientemente necessário para nos tirar do comodismo e acender dentro de nós a luz premente que de imediato alerta a urgência de que devemos estar atentos para viver cada dia que nos foi dado com sabedoria e alegria.

Examinar ou vasculhar o que foi vivido para projetar um futuro é uma forma de se preparar os pequenos passos que imaginamos dar, e tecer no tear da vida aquilo que desejamos e como sabemos deve ser feita em pequenos retalhos que juntos vão compor nossa história. Fazemos a vida com o tempo, este tempo que entendemos, em segundos, minutos, horas, dias e anos.

Vamos girando com o planeta e adornando o universo com nossa energia e essência. René Descartes a quem é atribuído o título de fundador da filosofia moderna e do racionalismo certa vez afirmou: “Penso, logo existo”, sabia frase para nos tirar da dormência e coloca lucidez que imprime ao movimento a nossa vida.

Pensar é a grande arte e segredo que devemos desenvolver durante nossa curta passagem neste plano, pensar antes de tudo é tentar entender o que realmente é a vida e como ela acontece e o mais importante, como é que desejaremos que ela aconteça para nós.

Não vivemos altos e baixos na vida, o que experimentamos são momentos diferentes que nos levam a pensar de formas diferentes, mas se feito com clareza de espirito tudo é apenas uma fase onde sabemos que tudo pode modificar, mas a mudança só ocorrerá se dentro de nós não evitarmos o debate, os embates e as batalhas que aparecem para nos levar a um plano muito mais elevado em nosso existir.

cheio

CHEIO, MAS SEM CONTEXTO.

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Dizem que o mal do século XXI é o homem que não pensa, bom eu diria que é impossível existir qualquer ser vivente que não pense, o que pode estar acontecendo é que a cada dia mais pensamos de modo errado ou confuso.

Acordamos já com a agenda cheia de compromissos e manter o corpo de pé é apenas um detalhe. Vamos temperando a vida com os ingredientes que fomentam a insatisfação e a partir daí não desligamos mais o botão da preocupação.

Estar ciente dos problemas é saber que eles existem, que estão lá, mas que ao mesmo tempo não nos tiram do rumo de onde queremos chegar. Ter controle, o que muitos imaginam possuir, é apenas um estado emocional, onde temos condições de raciocinar e agir de maneira coerente com a realidade que nos cerca.

Mas imagine que não poderemos viver sempre cercado de adversidades, também temos tempo para aproveitar o lado bom que a vida oferece. Para isto acontecer deveremos aprender viver no tempo presente, sem lembrar do passado ou sem imaginar o futuro. Um porque já aconteceu e o outro porque nem sei se vai acontecer.

Enfrentar a vida com o pensamento fora do contexto em que estamos é o primeiro passo para criar manifestações negativas que retira de nós o foco. Fora do eixo deixamos o emocional sem controle bastando apenas pequenos acontecimentos para transformar a vida em uma montanha russa.

Não sei em outros países, mas aqui onde moro tiramos um período para recarregar as baterias, este período se chama férias. Saímos do nosso campo de atuação, escolhemos lugares paradisíacos, afundamos nossos pés na areia morna e olhando a natureza. A intensão nada mais é que aquietar a mente, apaziguar o espirito.

O que noto, e que cada vez que alguém próximo a mim sai para este período de recuperação volta mais nervoso ainda. O motivo: Não conseguiu desligar a mente do serviço, dos afazeres, dos compromissos, enfim não saiu de férias. Está constantemente ligado nos problemas, na condição de ter, de possuir, de adquirir, como se a vida fosse somente isto.

Não é ruim pensar, o ruim é quando não regulamos a qualidade de nossos pensamentos. Quando eles nos entristecem ou no mínimo não nos auxiliam a melhorar nossa qualidade de vida. Já advertia meu Professor de E-Bunto: “ Cuidado com o que pensa, porque no final seu pensamento vai ditar a qualidade de sua vida, pois vai criar seus hábitos. “

Então eu diria que o mal do século XXI é pensar de modo errado, de maneira que intoxicamos nosso interior que por sua vez obstrui o acesso ao lado bom da vida. Pensar errado nos rouba anos de existência, de paz e de alegria. É como aquele eletrodoméstico que você nunca liga, está na tomada, mas não funciona, tem energia, mas não faz nada e assim passam os anos e quando menos se espera ele já não tem mais serventia.

real

O QUE NOS TORNA REAL

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Pelo fruto conheceremos a árvore, quem já não escutou isto? Esta frase muito usada em várias ocasiões quer de certo modo medir aquilo que fazemos com nosso cotidiano.

Nos incita a ir além, a ser melhores em cada dia que passa. Isto tudo vem acompanhado de uma palavra que todos conhecemos e que é considerada uma virtude: Trabalho.

Para muitos o trabalho é tudo, é o que modifica o mundo, o que arrasta a humanidade, o que valoriza a estadia do homem aqui na terra. Progredimos através dele e com ele deixamos nossa marca no mundo. É como disséssemos: Ei eu passei por aqui.

É isto pode ser visto assim, mas alguns diriam que só por este ângulo ele é dignificante. Será que os que foram escravizados e obrigados a doar sua força de trabalho de modo involuntário diriam o mesmo? Acredito que não. Então tudo tem duas faces.

Se feito de modo espontâneo e livre o fruto de nosso esforço é um prazer que consideramos uma virtude, porém de modo escravo não.

Mas mesmos os livre, os que o fazem de modo espontâneo algumas vezes conseguem tomar o caminho da obrigação, e aqui o faço no sentido de estar atrelado a uma força maior de que uma imposição se faz necessário.

Acordamos pela manhã e sabemos que temos que ir para algum lugar, seja a escola, o serviço ou afazeres particulares, mas temos que ir. Somos impulsionados por algo maior, que é nossa necessidade de manter o status social. Nossas contas, nossas dívidas a pequeno, médio ou longo prazo nos faz levantar.

Devemos ser bons alunos, e o fazemos tirando boas notas. Devemos ser bons funcionários, e o fazemos desempenhando nossa função de modo honesto e prestativo. Devemos ser isto ou aquilo, mas não paramos para imaginar o porquê devemos ser.

Esta é uma outra maneira de dar nossa vida de modo não espontâneo, sendo escravo do fluxo onde nada é pensado em forma de questionamento. Sim sei que devo fazer, sei o que é certo ou errado dentro dos limites de minha lucidez, mas não levo em consideração perguntas que me levam além daquilo que sou ou do papel minha atuação nesta vida.

Já ouvi muitos se orgulharem de serem viciados em trabalho, de passarem horas ou quase todas as horas do dia fazendo algo, seja para eles ou para outros, e com isto fecharem os olhos para a escravidão pessoal.

O que deveria ser uma virtude, agora é um castigo. O que deveria ser espontâneo, agora é imposto. Conseguimos inverter o sentido das coisas, o bom se torna algo ruim e quase insuportável, o fruto da árvore começa a se distanciar da planta original, do primeiro conceito.

Saber quando e onde fazer, ir e vir, deixar as coisas acontecerem e participar delas espontaneamente é o grande segredo que torna a vida real e nos tira daquilo que nos obriga a fazer porque todos assim o fazem.

triunfo

TRIUNFO. UMA MEDALHA DO TEMPO.

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Todos nós já ouvimos frases como: “O tempo é o senhor da razão”; “O tempo é o melhor remédio”, entre outras que tentam nos explicar, ou melhor amadurecer nossa compreensão sobre as leis que agitam a vida.

Pensamos ao ver o passado em nossa mente que tudo poderia ser diferente, que deveríamos ter feito de um modo diferente. Mas o tempo já se foi e com ele um dos caminhos que poderíamos ter pisado.

Não podemos refazer o antigo, mas podemos com certeza alterar o futuro neste presente momento. O que interessa é o aqui, o agora, este sim vai comprometer os tempos vindouros, ao passado nos é apenas legado a experiência vivida, de que aprendemos a ser mais lúcidos e sábios perante os entraves que surgem.

A vida não deve ser seguida refazendo ou consertando o que está fora do padrão com o material antigo, com os pensamentos que se fosse hoje eu faria…, mas se construindo com materiais novos, com novas oportunidades e com uma nova visão. O que existe é a renovação das oportunidades no tempo que a cada segundo se reinventa.

Para aqueles que se pegam pensando em um tempo onde se imaginam fazendo algo diferente se tivessem uma chance hoje posso falar que estes possuem a medalha do triunfo. Sobreviveram e de certa forma prosseguiram, e mesmo na pior das hipóteses, com o tempo castigando com ações do passado, imagine que se ainda há folego nos pulmões e porque ainda existem oportunidades.

Não se pode e nem se deve esquecer o passado pois é por causa dele que estamos aqui, a sua função nada mais é nos lembrar as grandes lições que ele proporciona. Um homem que não tem medo de vasculhar a mente nos tempos mais remotos deve ser respeitado por saber enfrentar suas imperfeições, compreender as limitações humanas e acima de tudo ser admirado por abarcar a ideia de que não chegaremos nunca a divina perfeição, por outro lado caminham com passo firmes para longe daquilo que os diminui.

reinventar

REINVENÇÃO DOS DESEJOS

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Na construção da visão do mundo que possuímos, lutamos para conquistar aquilo que nos coloca no pedestal da evidencia.

Se é que nós produzimos o mundo, porque nesta via de acontecimentos o que me parece é que na maioria das vezes assimilamos um modo de identidade que nos faz representar o que somos perante a sociedade.

Em vez de arquitetos assumimos o lugar de compradores de ideias, formas e de ver e pensar. É tão profunda esta aquisição que o sentimento de posse que ela propicia nos leva a crer que somos nós o seu criador.

Moldamos desta maneira o nosso espirito perante os ideais do século ou momento em que vivemos. Se passarmos os olhos nos livros de história poderemos constatar muitas maneiras de se levar a vida que hoje acharemos um absurdo, mas, todavia, naquele momento era o “fashion”.

O grande dilema sempre começará com a seguinte questão: “ Sou eu quem reinvento os meus desejos ou será que eu compro uma tendência aí fora? ”

Enfrentar o efeito em cadeia de predisposição, afinidade e disseminação de um pensamento que não é desenvolvido por nós é muito difícil. Mesmo que ele não represente realmente o que desejamos, de um modo ou de outro ele vai adaptando nossa maneira de ver a vida. Desta maneira logo, logo e estamos adestrados a concordar com a maioria.

O que é provável se torna verdade, o transitório vira permanente e assim vamos reinventado o significado das coisas. O mundo material começa a ditar identidade que assumimos quando pensamos isto ou aquilo. E pior quando nascemos com determinados traços, assim somos etiquetados, em brancos, negros, latinos, asiáticos…

Somos reconhecidos por traços individuais, sem sobra de dúvida, mas quando eles se convertem na extensão do nosso corpo, deixamos de representar o que somos para ser representados por estas características que compramos e agora vendemos.

O objeto prevalece no conceito das representações humanitárias, o grande dilema que enfrentamos. Para quebrar este paradigma seria bom talvez começar a reprojetar o reinventar para consertando os defeitos existentes na maneira de pensar.

mil anos

DAQUI A MIL ANOS…

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Muitos de nós carregamos pensamentos fixos de como deve ser a vida. Acreditamos por acreditar muitas vezes e passamos por cima dos questionamentos e perguntas.

É mais fácil viver assim, sem nos preocupar com as interrogações. É bom comprar uma ideia prontinha, isto nos poupa tempo.

Mas aprendi com meu professor de E-Bunto que o universo nos presenteou com um corpo que carrega um cérebro privilegiado em tamanho e design, e que a principal função é justamente tentar compreender a vida fazendo justamente o que a maioria quer evitar: perguntas e questionamentos.

Devemos ter coragem de pensar e espantar do nosso redor a escuridão que ofusca a luz dentro de nós. Claro dar o passo em direção as perguntas podem por um certo momento abalar aquilo que imaginamos como real, pode também modificar nossa realidade, mas sem isto jamais compreenderemos o que significa o universo que é composto por uma ordem que os antigos gregos chamaram de cosmo.

Cosmo ou cosmos é uma palavra que significa ordem, organização, harmonia ou beleza. Não temos como possuir lucidez dentro daquilo que somos ou significamos sem que para isto organizemos as dúvidas, as perguntas e os mistérios.

E por incrível que pareça daqui a mil anos é bem provável que o que acreditamos hoje seja algo extremamente primitivo e arcaico. Não é pensar em estar certo ou errado, é pensar para a cada minuto evoluir e modificar. Fazer um novo homem constantemente, melhorado pelas experiências, pelos fracassos e vitórias.

É estar sempre na vanguarda, imaginando, olhando e experimentando o futuro no tempo presente. É saber que depois de tudo ainda deixaremos muito trabalhos para os que estão seguindo nossos passos.

Viver é um ato em três tempos, o de nascer, crescer e morrer sempre de mãos dadas com as dúvidas e perguntas. É tentar desvendar dois mundos, o natural e aquele que temos dentro de nós e que representa aquilo que somos.

O senso comum muitas das vezes apontam o caminho sereno, mas quem disse que nossos pés sempre devem estar na estrada apontada pelo senso comum. Enxergam além das aparências é muitas das vezes abandonar o caminho sereno e dar as mãos ao que é incomum e diferente. Se ele vai sobreviver em nossa vida é um outro assunto.

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