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O OUTRO LADO DA REFLEXÃO

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

O que será afinal de contas que influencia o resultado que obtemos no final de nossos esforços e trabalho? A maioria acredita que são forças invisíveis do destino que moldam nossa trajetória, de que nossas vitória e escolhas já estão escritas em algum lugar, portanto não tem como escapar. Bom se for assim não adianta fazer o trabalho de cada dia, mesmo porque no final de tudo já está tudo decidido, não é mesmo?

Crer desta maneira é levar uma vida no determinismo do destino já escrito, e não sei por quem, de que as coisas devem acontecer ou não em nosso caminho.

Em primeiro lugar devemos chamar uma atenção especial para uma reflexão. Repousar a responsabilidade no destino já escrito nutri a crença de que nossas ações são determinadas por linhas invisíveis antes de sairmos do ventre materno é bom modo de se justificar para as vitórias e principalmente para os fracassos que acontecem durante nossa existência.

É afirmar o que quero para a vida, mas arrumar a desculpa de que nada podemos fazer pois não estamos no controle já foi determinado por antecipação.

Mas quando entramos em profunda analise e refletimos descobrimos que nos programamos por um determinismo psicológico. Deixamos as circunstâncias guiar nossos passos e afetar nossa vontade e senso crítico prejudicando assim nossa capacidade de interferir e modificar o que acontece conosco.

O caminho mais curto sempre é o mais fácil, mas não quer dizer que é o correto. É mais fácil abandonar o trabalho, os estudos, os sonhos porque não está escrito nas estrelas que aquilo é para nós meros mortais. De que a vida de outros é que foi destinada para grandeza, de que a grama sempre será mais verde no quintal do vizinho e não há nada que possamos fazer.

Pronto poupei trabalho e trabalho duro de fazer as coisas acontecerem. Entramos em acordo com a vida, mas não estamos em paz de espirito. Sempre haverá tristeza ou revolta porque não fomos abençoados pelas letras do destino que escreveram nossa história.

Aqui vai um conselho que recebi certa vez de um Mestre de E-Bunto, disse ele: “ Assumir a responsabilidade do controle da vida que você ganhou do universo e o primeiro passo para ser bem-sucedido. “. Nunca me esqueci destas palavras e sempre penso que é minha responsabilidade tudo o que acontece ou não com minha vida.

Sou eu quem está no controle e para tudo acontecer devo eu, e somente eu, fazer o trabalho para que tudo venha a se concretizar, não no meu tempo, não no tempo do destino, mas no tempo certo em que força de vontade e decisão de se fazer se alinha e com o mundo e deixa tudo mais claro.

Podemos fazer crescer grandeza em nosso espirito quando assumimos que nada ainda está escrito, que podemos repousar nossa mão sobre o destino e ajudar a escrever nossa história.

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DOS PEQUENOS PASSOS

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Não se pode levar a vida sem ponderações e análises, mas até que ponto poderemos confiar nestas mesmas avaliações e reflexões que constantemente nos veem a mente? Bom a princípio devemos entender que o processo de construção do ser humano é uma constante, então o que pode ser uma resposta hoje, amanhã se torna dúvida daquilo que se acredita.

Para explicar isto vejamos um exemplo hipotético: E se possuíssemos apenas o sentido do tato para decifrar o mundo? Então ele seria nada mais ou nada menos que o momento imediato do contato e não mais que isso, nossa compreensão da vida se resumiria em um breve momento de encontro daquilo que somos com a experiência que o mundo sólido nos oferece.

O que diria então das relações complexas que um sorriso faz ao mostrar uma face acolhedora em que se pode confiar, simples este tipo de análise nos escaparia, pois, nossa realidade é construída a partir do contato e não da visão. O mundo seria incompleto, mas não saberíamos disso.

Não evoluímos só um dos sentidos para nos comunicar com a vida, existem outros e sabemos bem disto, mesmo assim ainda penso que o mundo é muito mais complexo e que os sentidos que nossa raça desenvolveu apenas capta uma parte do que realmente é o universo.

O mais importante é que mesmo rudimentar, esta nossa maneira de olhar a vida, conseguimos dar grandes passos e avançamos, mas estes grandes passos são apenas a somatória de milhares de pequenas e tímidas ações que resumem em pequenos movimentos na direção em que nossos sentidos nos guiam.

Eu confesso que estou em um grupo de pessoas que pensam que a realidade é nada mais que o que pensamos dela e que por sua vez nos é explicada por nossas experiências. Entre a realidade e a experiência coloque bem no meio, se assim podemos dizer a ilusão.

Então estamos sempre navegando entre aquilo que chamamos de real e irreal, qual oceano estaremos flutuando vai depender onde nossa mente nos leva e ainda mais qual é realmente a capacidade de compreendermos o mundo em nossa volta.

Eis a grande lição que um dia a mente se encarrega de nos ensinar que as experiências podem ser um falso guia para se conhecer verdadeiramente qual é a natureza da realidade. Lembra do exemplo acima quando supomos ser dotados apenas do sentido de tato?

Se rudimentar é nossa capacidade de ter experiência com a realidade também rudimentar será os conceitos a respeito do mundo em que vivemos. Eles podem ser perfeitos – dentro da proposta daquilo que podemos captar–, mas limitados a nossa capacidade de compreensão.

Devemos entender que o mundo fornece apenas a luz para que possamos nos aprofundar no entendimento de uma realidade mais próxima das verdades dos mistérios oferecidos pela vida, que são as ferramentas necessárias para refazer a nós mesmos perante as experiências oferecidas pelo universo que nos cerca.

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O MEIO E A MENSAGEM

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Cada vez mais estamos ou ficamos horrorizados com os caminhos que o mundo tem percorrido. Guerras, fome, mudanças climáticas e imposições comerciais no mercado mundial que visa proteger sua hegemonia nos caminhos do assim dizer “livre circulação do dinheiro. ”

Atribuímos dois lados, o dos mocinhos e dos bandidos, o bom e o mal, a luz e as trevas e vamos assim durante nossa jornada de vida filosófica etiquetando o que entra em nosso campo de análise.

Mas tudo não é nada mais que uma ilusão que criamos na classificação geral das coisas. Vejamos um exemplo, se a arma que disparou o projetil atinge a pessoa “certa” ela terá comprido o seu papel e diremos que ela é boa ou teve um bom desempenho, mas e se atingir um “inocente” falaremos que o homem usou seu intelecto para criar uma coisa ruim.

Bom, vale lembrar que o berço balança não porque foi projetado para isto, mas porque a mão materna ou paterna ali está. Podemos agora pensar quem estava atrás do gatilho que detonou a pólvora? Certamente por mais avançada que seja a arma sempre teremos um dedo que dispara ou fez um programa que a faz funcionar.

Não são os avanços tecnológicos que destroem a humanidade e sim nós humanos que fazemos o uso errado deles. Ignoramos a natureza em que os meios produzem a mensagem e confundimos tudo a partir dali.

Em uma frase simples e introduzindo humor aqui eu diria: “Quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha. ” Certamente os biólogos de plantão criticam esta pergunta veementemente, mas é assim que funciona quando instalamos o paradoxo do real funcionamento das coisas em confusão entre o bem e o mal que podem oferecer ou causar.

Não sabemos de que lado da linha ficar e defender, se ora uma coisa é boa e ora ruim. Se o que me atinge me protege então é bom e me fere é maléfico. Isto só é visto assim pelos olhos daqueles que estão entorpecidos com o valor e o meio em que as mensagens penetram em nossa mente.

O simples fato de coisas classificadas com boas ou ruins não é em sim a grande e profunda análise filosófica da vida, mesmo porque uma ação seguir outra significa apenas uma sucessão de mudanças, o que mais interessa para os que pensam é o que desperta a lucidez para enfrentar os tempos onde o confuso se faz certo e o errado é a maneira correta de se levar os passos durante a vida

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A CAPACIDADE DE ENFRENTAR

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Ninguém reclama de seguir a correnteza do rio ou ter que descer uma montanha, afinal nestas situações como diz meu Professor de E-Bunto, para baixo todo santo ajuda. Agora o que dizer quando se tem que nadar contra as forças contrarias rio acima ou ter que chegar no topo da montanha?

Assim é a vida, nem sempre poderemos ou teremos a necessidade de igualar as forças em sentido e direção, na maioria das vezes temos mesmo e nadar contra a maré para manter aquilo que somos.

Digo manter aquilo que somos no sentido de nos manter éticos, limpos, honestos e acima de tudo conservar a honra.

Agora o que se confronta não é a maneira de pensar e agir do outro, mas a nossa própria maneira de fazer as coisas. Quando se sai do eixo da proposta de vida que se abraçou não é a estrada que se desviou do caminho, mas os pés que mudaram de direção, portanto a estrada nada tem a ver com o que se fez de errado.

Ela simplesmente é uma opção da direção, existe e está lá, mas não quer dizer que é a culpada por nossas escolhas.

Assim não dividir as mesmas opiniões de como se realiza um trabalho não é motivo para guerra, e apenas motivo para se repensar a existência de outros caminhos e que estes devem ser pensados a luz e filosofia de vida que se quer levar.

Se queremos levar uma vida reta e sem manchas certas ruas devem ser evitadas de se colocar os pés. E são estas mesmas ruas que testam as pessoas em diferentes épocas na vida.

Muitas vezes a tentação é grande em dar alguns passos na direção fácil de se conseguir o que se deseja, mas o preço a se pagar é sempre alto. E o que se perde neste momento são décadas de uma vida reta, limpa e admirada.

Precisamos apenas de um momento para manchar aquilo que por anos construímos e de um longo tempo para reconstruir quando isto acontece.

Eu diria assim, se você está descendo uma montanha é tropeça e vem descendo rolando ninguém que o observa vai notar que você está caindo, pois afinal já estava descendo, o que irão imaginar é que você está com pressa, mas se você está subindo a montanha e por algum motivo escorrega e começa a descer, todo mundo vê e diz, mais um que fracassou.

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ANTECIPAR

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Não conhecemos com exatidão como se desenvolveu a civilização, temos estudos que apontam sua provável origem. O que sabemos é que o homem – ser humano – seguiu a vida de modo a garantir sua hereditariedade neste planeta.

Em cada etapa um novo modelo de vida era introduzido com o domínio de uma nova tecnologia. Antes do domínio da agricultura viver nômade era o modo de garantir a vida, quando descobrimos que estávamos pisando em terras férteis que poderiam nos oferecer tudo o que necessitávamos por um longo período, a caça e a coleta entrou em declínio como modo exclusivo de manter a vida.

Substituímos longas jornadas por um estilo de vida sedentário. Em cada passo, em cada progresso extinguimos algo que nos é familiar. O que dizer então do mundo hoje?

A pouco mais de cem anos havia uma profissional que ascendia a iluminação pública nas ruas de Londres, mas o domínio da eletricidade fez ele desaparecer. Parece até engraçado quando cito isto em palestras, ninguém ou pouca gente conhece sobre esta profissão que existiu um dia.

Quando introduzimos os veículos a combustão no transporte não reinventamos a roda, mas apenas a maneira de se locomover modificando o modo de como nos deslocamos, depois colocamos asas e sem a permissão dos pássaros ocupamos o céu.

É assim, estamos em constante dinâmica de modificações, que introduzem novas maneiras de viver, criando novos ramos e extinguindo outros.

O que é bom hoje pode ser obsoleto amanhã e não devemos nos entristecer por isto. Quem gostaria de fazer um tratamento médico ou dentário ao estilo do século quinze? Eu não e com certeza você também não se agradaria das técnicas anestésicas usadas neste período.

Vejo cada vez mais o mundo reclamar que antigamente era melhor e quando escuto isto me faço a seguinte pergunta: Melhor em quê? Acredito que era diferente, mas melhor é um caso a se pensar com cuidado.

Hoje ficou claro que o mundo sempre girou em torno de informação e processar de modo correto esta informação é o grande segredo para se viver sem conflito com a realidade que nos cerca.

É saber como, quando e onde se adaptar. É compreender que nas modificações algo vai desaparecer para que o novo possa surgir. Assim é o mundo, assim é a vida.

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PÉS E MENTE NO CAMINHO

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Cada um de nós segue sua jornada segundo aquilo que a torna real, ora mesmo em um mundo repleto de ilusões podemos ver o que é real pelos nossos olhos que constroem juntamente com nossa mente a realidade em que respiramos.

Não existe diferença entre o real e o irreal no sentido mais afinado da filosofia de vida que cada um abarca para si. O que podemos encontrar são pessoas em caminhos diferentes com objetivos semelhantes. Por mais estranho que possa soar esta afirmação se refletirmos um pouco saberemos que em breve nos encontraremos com nossos semelhantes em algum ponto de nossa jornada qualquer dia.

Falo isso ponderando que a cada dia mais os pensamentos científicos se aproximam dos pensamentos religiosos e vice-versa. Nunca religião e ciência estiveram tão próximas de dar as mãos, mesmo percorrendo caminhos diferentes, o objetivo final de ambos é a criatura encontrar o criador.

O que faz então crescer a certeza de que esta ou aquela estrada servirá para os nossos objetivos? Um bom começo é questionar os frutos que ela produz, se são bons não há sentido em abandonar a trilha, mas se de alguma forma o pavimento deste caminho causa desconforto em você ou naqueles que estão próximos já temos um motivo muito bom para repensar para qual direção apontará o próximo passo.

Os caminhos podem distanciar-nos de como interpretamos o mundo, mas não pode nos separar e criar um abismo onde a compreensão e o amor não possam se corresponder. Qual o Deus é o certo, qual profeta é o santo, quem realmente fala em nome daquele que criou tudo? Não sabemos e acredito que continuaremos a não saber se a intolerância estiver em fúria respondendo a este questionamento.

Cada um pode somente responder pelo caminho que escolheu e aos demais não julgar, porque andamos guiados pelos mapas que conhecemos e nada poderemos dizer de outros caminhos que ignoramos no sentido de desconhecer.

cometa

O DESTINO DAS FATALIDADES

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Este ano de 2016 faz aproximadamente oitenta anos que físico teórico austríaco, Erwin Schrödinger propôs a experiência mental do gato na caixa para tentar descrever a interpretação da mecânica quântica feita em Copenhague.

Em resumo temos um gato preso em uma caixa que pode estar vivo ou morto, mas sem abrir a caixa não sabemos. O gato está como disse quase oitenta anos em um estado vivo-morto ou morto-vivo se preferirem. O interessante é que ainda pensamos como ele está ou como gostaríamos que estivesse.

O fato é que não temos resposta, pois todas as possibilidades são passiveis de acontecer. Criamos várias realidades que podem se tornar reais, mas ainda são apenas possibilidades. Sem abrir a caixa não podemos dar fim ao enigma.

Assim a vida também segue a ideia do experimento mental do gato de Schrödinger, não sabemos se iremos na próxima curva encontrar a felicidade ou não, enquanto ficamos a um passo da virada estamos em um estado parecido, só que desta vez é um tipo de feliz ou não.

Podemos aplicar isto a esperança, ao amor, ao emprego pretendido, aos estudos, enfim a todas as coisas que podem e ao mesmo tempo não podem acontecer.

O problema é que tanto no experimento da caixa do gato quanto no experimento da vida tendemos acreditar ou no mínimo mentalizar o pior estado. No caso do gato, morto, no caso da vida os desencontros que nos levam a falhar.

Ora se temos duas possibilidades e dentre estas temos infinitos níveis de acesso porque não escolher a que nos leve ao gato vivo? A teoria fala que podemos esperar que coisas boas também podem acontecer.

Não podemos culpar a caixa, o gato, a esquina ou alguma situação que nos leve a pensar no pior cenário. A autoria do pensamento é nossa e de mais ninguém.

É o mesmo que olhar para o céu e dizer que algum dia um meteoro vai extinguir toda vida, isto pode até acontecer, mas até agora quando vejo um cruzar o espaço a noite é apenas um lindo facho de luz que desaparece quase que instantaneamente deixando na mente apenas a beleza que sua passagem proporcionou.

Por quase oitenta anos a humanidade ainda não decidiu se o gato na caixa de Schrödinger está vivou ou morto, mas decidi a muito tempo abrir a caixa e deixar a vida acontecer.

barco

PODERIA TER SIDO

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

A vida é um barquinho que ganhamos quando chegamos a este mundo. Nossa obrigação é não deixar ele afundar ou seguir sem uma direção.

Somos ao mesmo tempo passageiro, marinheiro e capitão no mar deste mundo em que vivemos e é nossa, somente nossa, a responsabilidade das decisões.

Para que este barco ganhe força ou complementos que o ajudem a cortar as ondas são necessários tempo e esforço do passageiro capitão.

A primeira regra é verificar como ligar o motor desta pequena embarcação sob sua responsabilidade, se por algum motivo ele não funciona neste momento, lembre-se que ele vem sempre acompanhado de remos, mas tanto faz se a vida está no manual ou automático, o importante mesmo é estar presenta na hora dos ajustes.

A segunda regra é independente do mau tempo ele nunca afunda, poucos sabem disto, é verdade ele nunca afunda, é você com um pensamento desnorteado que o faz perder nos ventos fortes da tempestade e quando está muito, mas muito pessimista aí ele afunda, quero dizer você afunda. É quando se desiste que tudo vai para baixo.

A terceira regra, você pode ajudar outros barcos em tempo de crise a acharem um porto seguro, a maneira mais simples e você lançar a corda de ajuda que fica no compartimento do coração, amarre bem firme e força no motor ou remo. Ajudar cria laços com você e o mundo e o mar navegado fica mais bonito de se navegar.

A quarta regra nunca, mas nunca mesmo, deixe amarrado em seu barco os problemas e magoas que encontrou navegando. Você não quer ser conhecido como capitão de um barco fantasma, atormentado por assombrações do passado. O seu negócio é o hoje para se navegar amanhã com a experiência do ontem. Então passado mesmo só para se livrar dos mesmos perigos já enfrentados.

E a quinta regra explore todos os mares e oceanos que tiver vontade, siga sua curiosidade, seus sonhos, vá onde o coração aponta.

Existem outras regras no manual do passageiro capitão, mas outro dia eu falarei mais sobre isto, o mais importante é podemos ser qualquer coisa nesta vida que nos foi dada, mas alguns como eu preferiram ser navegantes.

comportamento

COMPORTAMENTO INTELIGENTE

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

A maneira com que reagimos aos estímulos da realidade que criamos pode acelerar ou não nossa produtividade perante a vida.

Mas reagir segue duas vias, um no qual você é dominado e diz exatamente aquilo que a situação o obriga a fazer, a segunda via é quando você é que dá as cartas e seu comportamento controla o mundo exterior e interior, mesmo seguindo em caminhos tortuosos e difíceis consegue sempre com consciência e com o espirito tranquilo alta produtividade.

O que é alta produtividade? Não é produzir muito. É apenas conseguir ir em frente independente das pedras no caminho, e entregar aquilo que queremos no tempo certo, nem antes, nem depois. É não se perder com pensamentos que o levam a labirintos no qual você é forçado a realizar ou fazer coisas que não são parte de sua personalidade ou modo de pensar.

Criamos hábitos negativos de fazer escolhas erradas a partir do momento em que não reagimos com comportamento inteligente ao excesso de informações que absorvemos cotidianamente. Se vejo violência e penso como ela age e aplico seu caminho em minha vida o que fiz foi nada menos que me deixar prender para fazer exatamente o que este modelo externo faz. Eu me programei para fazer aquilo que vi, pois não usei o filtro do entendimento, da lucidez para compreender aquilo que meus olhos absorveram.

Instalei uma espécie de programa que roda palavras duras e com isto também vou distribuindo violência.

Agir ao contrário quando olhamos uma situação anula ou minimiza a força ou a grandeza daquela situação. Se todos nós sabemos que violência gera violência, o que aconteceria se em uma situação desta aparecesse a cordialidade, o entendimento ou benevolência?

Pode ser que o problema ainda persista, mas sob uma nova ótica de que ele pode ser resolvido. Este é um dos grandes segredos que meu Professor sempre fez questão de semear em seus alunos.

De que deveríamos ser senhores de nossos caminhos e ações, de que não podemos ser manipulados por forças exteriores e que nosso interior deveria ser sempre a razão mais forte em nossa vida.

Este tipo de pensamento nos leva a desenvolver a habilidade de compreender e lidar com as pessoas, e aqui faço uma ressalva, uma das pessoas mais importantes sem dúvida nenhuma somos nós.

Se preservamos a paz e o equilíbrio pensamos melhor o que por sua vez nos faz acertar mais nas decisões.

ladeira abaixo

O REMÉDIO PODE SER OUTRO

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Quem nunca foi a um profissional de saúde? Creio que todos nós um dia sentamos de frete a um com alguma queixa. Em um momento a vida desce ladeira abaixo e a sensação da falta de controle toma conta.

Necessitamos de ajuda, de conselho e orientação, apaziguar a mente e o espirito, para cuidar do corpo necessitamos de um momento onde conseguimos colocar os pensamentos em ordem e seguir em frente.

Negar ou fechar os olhos é o que alguns fazem e não podemos culpa-los, pois, o medo é uma força poderosa que nos abate em tempo desprevenidos, ainda bem que podemos contar com o apoio daqueles que nos cercam.

Digo isto na experiência que a vida me trouxe. Não podemos negar a mão a quem necessita de um apoio para enxergar melhor e mais longe, todavia também não podemos recuar nosso rosto quando esta mão nos é estendida.

Entender que somos limitados e que esta limitação nada mais é que a pouca compreensão que temos diante da grandeza da vida, nos liga aos passos do homem superior, aquele que carrega dentro a sabedoria de como expandir sua força na jornada diária.

Não seremos eternos, mas eternas serão as marcas que nossos passos podem deixar. Claro que precisamos do chazinho da vovó como do remédio da farmácia receitado pelo médico, mas antes de tudo necessitamos de entender que as vezes precisamos mesmo é de aceitação.

Não é aceitar que a idade ou uma doença nos derrota, mas aceitar que podemos ir além das limitações impostas pelos obstáculos que nos roubam aquilo que nos é mais precioso o bem-estar.

Já não entro em um Dojô com o mesmo empenho que tinha aos vinte anos, mas de vez em quando vou lá e relembro os velhos e bons tempos, aliás os tempos em que era mais jovem…

A tempo modifica a vida e a vida por sua vez nos modifica a cada instante no tempo. Para isto o remédio da farmácia e o chazinho da vovó não adiantam, não recupera aquilo que um dia fomos quando jovens, aqui o remédio é a sabedoria adquirida com o tempo, é a maturidade que se constrói em cada experiência.

É saber lidar com o que já era esperado e então descer ladeira abaixo, só que agora no controle.

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