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NO QUE BASEAMOS A VIDA

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Sou um velho aluno, educado em uma velha escola, melhor dizendo, educado a maneira antiga, onde se valoriza os pilares da honra, da sabedoria, do conhecimento e do tempo. Foi assim que respondi a um amigo professor que se queixou do comportamento de um aluno seu.

Assim não me enquadro no período temporal construído pela mente daqueles que se afirmam atuais, onde a liberdade excessiva corrompe o ser humano sem que este se dê conta.

Continuando a história deste amigo, estava ele ministrando sua aula quando foi interrompido com a frase: “ Já está bom né professor. Já chega, podemos ir embora porque é tarde né e sabemos esta matéria, o senhor já falou sobre ela um dia destes. “ Creio eu que se os alunos tivessem compreendido a matéria ele não estaria novamente dando ênfase nela, não é mesmo?

Este relato me fez pensar que antes os verdadeiros alunos, olhe bem, estou dizendo os verdadeiros alunos, buscavam incessantemente o conhecimento. Buscavam a figura do mestre, do professor, do pai, do mais velho, do sábio. Mas isto foi em um tempo perdido, tempo onde era difícil o acesso ao conhecimento e sabedoria, época onde o ancião formado pela vivencia de seis ou oito décadas era importante.

Temos hoje um mundo onde o acesso as coisas e feita com um click no computador, e este pequeno gesto nos dá informações gigantescas em volume e profundidade. O aluno se torna mestre em poucos anos, talvez meses ou semanas, adquire conhecimento e talvez um pouquinho de sabedoria, mas nada de experiência.

Este simples click matou o esforço que o discípulo devia desenvolver em seu caráter, destruiu a humidade que é construída pelos vieses da vida, fez crescer por dentro da mente estagnada uma semente defeituosa sobre o que se compreende de paciência, tolerância e por fim desvirtuou o significado da palavra honra.

Para muitos a honra é nada mais nada menos que deixe eu fazer o que penso ser certo, mas fazem isto sem pensar. Atitude que nos conduz a estar constantemente de mãos dadas com atos que nos levam a ter e possuir em vez de ser.

Honra tem a ver com servir, mas servir com gratidão, com humildade, com perseverança, com educação contínua e permanente, com alegria, simplicidade.

Honra tem ligação com a manutenção dos conceitos antigos mais profundos que estabelecem a relação Mestre-aluno.

Aquele ou aquela que não sabe ou se confunde onde é clara a linha que divide o mestre e o aluno, muitas vezes senão sempre se colocara acima daquele que possui o conhecimento em forma de sabedoria e experiência organizadas pelo tempo, o seu Professor.

Como disse sou um aluno que pensa de forma antiga, mas não desprezo o que é moderno ou contemporâneo, mesmo porque no exato momento em escrevo estas palavras se recorresse a um dicionário ou aos meus Professores e procurasse o que é honra, humildade, gratidão, perseverança a resposta hoje seria a mesma de antigamente.

O que mudou não foi o Professor, não foi o significado das palavras, não foi o conhecimento, nem tão pouco as formas de sabedoria. Foi o aluno que se acha mestre de si mesmo, que se imagina em um mundo onde ele é o senhor absoluto. Mente grande, mas vazia, coração pequeno açoitado por guerras, espirito sem aquisição de força e caráter.

Este é o grande desafio, caminhar com honra entre os homens. Esta é a grande dádiva honrar seu professor. Somente quem realmente estudou e compreendeu os antigos conceitos que regem a proximidade Mestre-aluno segue na estrada mais antiga trilhada pelos ancestrais do povo Shizen.

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O QUE SIGNIFICA…

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Devemos pensar com cuidado e clareza no que dizemos ou expressamos para as pessoas, mas também devemos estar atentos as mensagens que ouvimos. Somos ao mesmo tempo emissor e receptor, professor e aluno, pai e filho, chefe e subordinado. Ninguém escapa deste fato na vida.

A verdade é que nem sempre sabemos nos comunicar, falhas no entendimento tanto de emissão como de recepção de uma mensagem, de um código ou sinal podem nos levar ao fracasso ou no mínimo a uma confusão.

Esta semana lendo sobre John F. Carrington. Missionário britânico nascido em 1914 em Northamptonshire me refez pensar muito sobre este assunto. Com vinte e quatro anos ele foi para o continente africano e lá ficou até o fim de seus dias.

Ele relata sua batalha para aprender os inúmeros dialetos existentes na África e sua experiência é realmente uma história que todos deveriam conhecer para avançar na construção de um ser humano mais completo.

Com detalhes ele certa vez disse que a diferença era mínima entre dizer ele vigiou a margem ou ele ferveu a sogra já que as palavras para proferir ambas as frases eram as mesmas, com a diferença apenas na tonalidade de som de voz assumida ao emitir a mensagem.

Quem nunca se encontrou nesta situação de Carrington? Entre dizer ou escutar alguma coisa e dar significado diferente daquilo que se diz ou escuta. Aqui o grande problema que carregamos em nossa jornada.

Às vezes a vida, as pessoas, as situações querem nos ensinar algo importante, mas não compreendemos no momento. Resumindo damos outro significado aquilo que está diante de nós. Anos, décadas mais tarde deciframos o código daquele momento guardado em nossa mente e aí tudo se esclarece.

Para alguns pode ser fácil para outros não, estes são os passos da vida que temos que viver em nossa jornada pessoal, saber comunicar, transmitir, ouvir e entender tudo o que devemos ensinar e aprender. Um caminho único, íntimo e particular no qual ninguém pode ser melhor mestre que nós mesmos, enfim a vida de sua sogra ou a espera na margem do rio depende da tonalidade que damos aos significados.

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PENSAMENTO: A FORÇA MOTRIZ DESCONHECIDA

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Raramente pensamos como tomamos as decisões no cotidiano. Porque escolho o azul em vez do vermelho. Porque compro o carro em vez de uma casa. Porque escolho um sorvete de morango sabendo que tenho também a possibilidade do chocolate.

Não há como prever com exatidão nossas escolhas e tudo fica mais complicado quando queremos antecipar o que outras pessoas irão decidir.

Muitas das vezes o senso comum nos indica o caminho, mas nem sempre ele pode ser usado para justificar aquilo que decidimos. Escolhemos com simplicidade, mas o processo de escolha e uma via complexa, misteriosa e raramente percebemos isto.

Acho que fazer uma escolha é algo parecido como assaltar a geladeira na madrugada. Eu acordo e sei que tem na cozinha pão, café morno na garrafa e manteiga na geladeira, isto basta. Não necessito saber que abrir a geladeira no meio da madrugada vou provocar a ira daqueles que estão de regime. Ignoro saber se o pão que estou comendo se um padeiro teve que o trabalhar de madrugada antes que eu acordasse, e tão pouco como foi o processo de fabricação e distribuição da manteiga que chegou em minha casa. Enfim vou assaltar a cozinha na madrugada e pouco me importa se vou engordar ou provocar a terceira guerra mundial.

Ignoro que estou ignorando e me concentro apenas naquilo que desejo no momento, tomando decisões se me dar conta como faço as escolhas.

Tudo parece simples, mas vejamos um exemplo interessante. Quando os primeiros pesquisadores começaram a trabalhar com inteligência artificial e decidiram programar robôs para realizar pequenas tarefas doméstica, notaram que ensinar um robô a desempenhar qualquer função por mais simples que fosse era um desafio.

Como habilitar um robô a reconhecer o que é relevante ou não em um processo de limpeza doméstica? Na verdade, o problema é que a lista de coisas relevantes em situações simples já é uma tarefa muito complexa e tudo piora ao reconhecer que a maior parte de tudo o que é relevante pode também ser ignorada no processo de realizações das tarefas.

O cérebro humano consegue fazer isto com eficácia e nem damos conta que realizamos isto constantemente. Quando estamos indo para a escola ou trabalho estamos exercitando a tomada de decisões. Nunca fazemos as mesmas escolhas e muitas das coisas que podemos fazer ignoramos ou adaptamos para realizar as tarefas.

Sei que tenho um horário de chegada, que tenho diversas maneiras de ir ao trabalho ou escola e que neste percurso entre um ponto e outro todo dia vou fazer uma escolha diferente.

Sabemos, bom imagino que sim, o que é relevante ou não, o que posso ignorar ou não e apenas chego à conclusão que não pensamos como pensamos que pensamos.

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EXPLORANDO UM MUNDO DE POSSIBILIDADES

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Por que explorar o mundo? Uma pergunta que todos nós um dia fizemos ou faremos, não é mesmo! Agora por que explora um mundo de possibilidade? Aqui entramos em uma questão de debate, onde colocamos a mente no eterno exercitar dos pensamentos mais profundos que nos arrasta a mudanças de raciocínio e comportamento.

Mas o que realmente causa a mudança? Acredito, e veja bem, esta é uma opinião pessoal de que as modificações só podem vir com aprendizado daquilo que se pensa, raciocina ou estuda.

Mas aprender vem atrelado a outra palavra que é compreender em diferentes camadas. Digo diferentes camadas porque dependendo da experiência ou do assunto explorado, pois podemos ter diferentes compreensões que podem ser superficiais ou de uma profundeza espantosa.

Assim o enlace compreender é como uma pedra amarrada na cintura, no caso é nossa mente, que nos arrasta para o fundo do oceano desconhecido. Se ele for bem pesada nos leva ao mais profundo abismo do conhecimento. Que pode assustar ou nos deixar maravilhados com o que jamais desconfiávamos que um dia pudesse existir.

É isto que fazemos em nosso cotidiano. Analisamos o conjunto de fatos, seus princípios gerais, se ele é aceitável pela nossa extensão de conhecimento no momento, inter-relacionamos eles e por fim juntamos tudo em uma teoria simples para explicar como a vida se processa. Tudo isto para que um dia justifiquemos que o conhecimento teórico nos ajudara nas práticas do dia a dia.

Mas há de se fazer uma distinção aqui entre aprendizagem e educação. O primeiro é em poucas palavras, um processo de mudança de habilidades, comportamento e atitudes que são adquiridas pela pessoa. Educação por outro lado é uma atividade desenvolvida ou realizada por agentes externos (professor, pais, situação) que por sua interação pode nos levar a aprender.

É isto que acontece em nosso cotidiano, nos envolvemos com mudanças, adquirimos hábitos, conhecimento, modificamos atitudes, ajustamos nosso lado social e pessoal. Ninguém pode escapulir disto, de um mundo de possibilidades.

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UMA VARIAVEL MAIS IMPORTANTE: INOVAÇÃO

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Circulamos pela vida aprendendo pelo lado bom o ruim, isto é inevitável. O que nos diferencia é como usamos aquilo que adquirimos durante o aprendizado.

Usar o que aprendemos é um desafio de inovação, pois nem sempre poderemos resolver as dificuldades que nos cercam da mesma maneira. Por exemplo, um mesmo problema pode abarcar um grande número de pessoas, culturas ou empresas, mas não quer dizer que todos terão exatamente a mesma solução.

Será que em um país em crise econômica todas as instituições resolvem seus problemas de modo igual? Logico que não! Então, se isto é bem claro para nós o que fazer a partir deste conhecimento?

Primeiro devemos tomar decisões baseadas em informação e não em opiniões, uma informação são elementos materiais ou não com bases em fatos que nos orientam, nos referenciam e nos permitem ir além daquilo que imaginamos em um território desconhecido. Uma opinião é quase sempre um “eu acho”, portanto, uma porta perigosa de se abrir.

Um importante ponto é saber reconhecer que informação e opinião andam de mãos dadas na vida real praticada no dia a dia. Como então desvencilhar uma da outra?

Um professor de matemática que tive a muitos anos certa vez me deu esta resposta, mesmo que não tivéssemos discutindo isto que falo agora. Me lembro bem na aula de estatística suas palavras: “Evite amostras estatísticas tendenciosas, pois elas são adivinhação e não trabalhamos com adivinhações. ”

Saber olhar o que é necessário nem sempre é uma tarefa fácil. Aqui conto um exemplo do matemático húngaro Abraham Wald, que durante a segunda guerra analisou a maioria dos aviões que retornavam do combate. Um estudo minucioso ele viu que todas as aeronaves que retornavam estavam com a fuselagem na região das asas e parte do corpo do avião bem danificadas, mas retornavam.

O que ele não encontrou foi aviões com danos na cabine do piloto e cauda danificados, concluiu que quando um avião é avariado nesta região ele não retornava do campo de combate. Instruiu os superiores que estas partes das aeronaves deveriam receber reforço na blindagem. O que se notou nos meses seguintes foi um aumento no número de aviões que retornavam após as missões.

Muitas das vezes não conseguimos ver o elo mais fraco da corrente, para ali fortificar, é assim nos relacionamentos, no trabalho, no aprendizado escolar e da vida. Para evitar a tendência, a adivinhação ou o despreparo devemos inovar constantemente, devemos ver e ir além daquilo que estamos enxergando no momento.

Um bom e primeiro passo para inovar é contestar o que sabemos, quando isto acontece estamos reconhecendo os nossos limites, porém estamos dando um passo adiante dos obstáculos.

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TODO QUESTIONAMENTO MERECE UMA RESPOSTA

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Poucas são as empresas, famílias ou pessoas que se utilizam de uma política de transparência para gerir os negócios, o social e a vida. Quando me refiro a transparência quero dizer no zelo e cuidado com a informação pessoal e alheia que circula em nossa volta.

Às vezes ou na maioria do tempo tentamos cavar oportunidades que nos levem a ter informações privilegiadas para uso pessoal e egocêntrico.

Para confirmar o que disse acima basta pensar na seguinte pergunta: Quem nunca falou mal de alguém em vez de resolver o problema antes que este se tornasse quase impossível de resolver? Isto é o que acontece na maioria dos casos, não é mesmo.

Aplicamos a política da fofoca em vez da política da transparência, um mal perigoso nos dias atuais onde a informação pode girar o mundo em questão de segundos.

Muitos de nós fomos educados a ter medo de compartilhar aquilo que sabemos, entendemos que existe mais benefício em esconder do que revelar, se estamos de posse de um conhecimento estamos na frente, é esta a sensação que gira e fomenta nossas ações.

Assim ignoramos um benefício simples e inesperados que a transparência oferece; que o compartilhamento de informações melhora o desempenho. Por que? Porque nos força a uma atitude radical de derrubar as barreiras do ego explorando exaustivamente nossas fraquezas e erros, o que por sua vez nos impulsiona a um auto aprimoramento.

É fácil enxergar os erros, o que não é fácil e aceitar o fato de que devemos nos aprimorar constantemente na vida para sermos melhores a cada dia que passa.

Quando oferecemos uma transparência de como imaginamos a vida nossa junto a de outras pessoas, no emprego, na família ou mesmo nos momentos de diversão estamos trabalhando em um contexto mais elevado de compreensão da vida, o que por sua vez capacita outras pessoas a trabalhar com mais eficácia e a contribuir mais porque não são ignorados ou deixados em segundo plano. Isto dá a credibilidade necessária para surgir confiança e respeito mútuo.

A regra básica para adoção desta pratica parte do pressuposto em acreditar que as pessoas são boas em sua essência, o que elas necessitam mesmo é de oportunidades para colocar esta parte boa que achamos que não existe nas práticas do dia a dia nas relações.

Não é fácil e muitas vezes vai parecer utópico, mas se não tentarmos aplicar isto como parte de nosso cotidiano como vamos responder aos questionamentos da vida que sempre merecem respostas?

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É POSSIVEL SER SÉRIO SEM USAR TERNO?

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Não é impossível encontrar pontos em comum que relacionam nossa vida com a vida de outras pessoas, pois de certa forma desejamos coisas semelhantes.

Para isto basta observar o quanto achamos que a grama do vizinho sempre é mais verde que a nossa. Parece que a vida dos outros flui na direção certa e no momento exato, enquanto que para nós é uma eterna luta em remar contra a maré para se chegar em um porto seguro.

Isto faz com que imitemos os gestos dos que percorrem a estrada do sucesso, com a intensão de fazendo isto, também chegaremos a vitória de uma maneira mais fácil.

A imitação pode até ter um fundinho de verdade para nos encaminhar na estrada certa, mas não devemos nos esquecer que cada um, cada ser vivente tem seu próprio caminho a ser trilhado e que no máximo nossas estradas se cruzam em determinado instante para se cumprir um destino e nada mais.

Então será que para ser sério devemos mesmo usar terno? Devemos mascarar o que realmente somos para acompanhar aqueles que de longe aos nossos olhos parecem obter sucesso por uma ou outra ação que não praticamos?

Quando penso sobre isto me lembro de Leon Tolstoi, romancista russo, escreveu certa vez: “Todas as famílias felizes se parecem umas com as outras. ”, porém, este mesmo autor russo também concluiu com certo tédio que: “Toda família infeliz é infeliz à sua própria maneira. ”

A felicidade parece um bem comum, onde todos desfrutam dela da mesma maneira, por isto parece bom imitar o que tem sucesso, mas quando não dá certo esta tentativa de fazer exatamente igual o que sobra geralmente é a frustração e isto cada um sente a sua revolta sua própria maneira. Engraçado isto, não é?

O problema de quando vemos os que usam terno é que enxergamos apenas a aparência e não analisamos a pessoa dentro dela. Não examinamos que a pessoa que admiramos, aquela que de certa forma está acertando na vida leva em consideração sua origem e também o destino onde se quer chegar.

Se valorizarmos a liberdade que temos e assumir nossa própria história perante a vida e deixar de imitar outros poderemos nos surpreender com nossa capacidade infinita de alcançar aquilo que nos deixa feliz.

Posso sim ser sério e ao mesmo tempo ser feliz, divertido e amistoso – e tudo isto sem usar terno – pois a diversão será consequência do que eu assumi ser e não uma característica que define quem eu sou. Consigo caminhar pela vida não olhando a velocidade com que obtenho sucesso ou a pressa com que tenho que fazer as coisas, mas caminho de olho na bússola porque já defini meu propósito. Chegar lá é será apenas uma questão do quanto quero me divertir e ser feliz na vida.

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A LIBERDADE É GRATUITA

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Todo nós convivemos com regras, temos regras de bom comportamento no trabalho, em casa ou quando nos divertimos. Temos códigos de conduta quando conversamos com uma pessoa mais velha, uma criança, amigo ou chefe no trabalho.

Bom, tudo isto implica em ações, onde eu devo conhecer bem as que palavras posso usar ou que gestos posso utilizar para me comunicar. Para cada situação temos uma maneira de agir certa – dentro das regras – ou errada.

Mas o que significa uma escolha certa ou errada? Ou mais ainda, o que nos faz na realidade seguir um caminho e rejeitar outro?

É difícil dar uma resposta as perguntas acima, mas um começo, um início para se reavaliar como vivemos ou sobrevivemos dentro de uma quantidade enorme de ritos onde devo fazer isto ou aquilo para que o mundo me olhe como parte integrante do mecanismo que rege as relações humanas é ver como procedemos em querer agradar aqueles que julgamos superiores.

Muitas vezes deixamos de ter uma conversa honesta, e digo não no sentido de esconder ou preparar armadilhas ou deixar portas dos fundos aberta se caso algo dê errado, mas no sentido de que na maioria das vezes pensamos que é perigoso desagradar aquele ou aqueles que estão acima de nós. O foco está em agradar aquele que por certa forma é responsável pelos resultados que apresentamos.

Quando isto acontece ninguém sai ganhando, porque nos perdemos em uma confusão de interesses e emoções. O objetivo é, e sempre foi, que devemos nos tornar pessoas melhores a cada dia, aprender, evoluir e acima de tudo compreender como caminhar dentro das complexas relações sociais que criamos com dignidade, honestidade e honra.

Para isto, às vezes, somos servidos pelo conhecimento daqueles que estão alguns degraus acima (nossos pais, mestres, pessoas mais velhas, conselheiros, líderes espirituais e porque não políticos), outras somos nós é que devemos desempenhar este papel.

Devemos ter em mente que temos que nos inspira e inspirar a outras pessoas a querer ser melhor a cada dia e a cada instante que passa e não retorna mais.

Lembre-se que é quando justamente quando as coisas não caminham da maneira como pensamos que iria ser, quando temos ajustes a fazer, quando tudo indica que iremos fracassar nas regras do jogo, resumindo, quando tudo vai mal é aí neste momento que o “tratar bem as pessoas” e pensar com justiça ganham força. Não é punir ou inibir uma ação é orientar e certificar que juntando forças, ideias e trabalho e com uma pitada de coragem temos o necessário para superar os obstáculos que as regras impõe em nossa jornada.

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NEM PASSADO, NEM GENÉTICA E NEM DESTINO

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Todos somos portadores de singularidades que nos distinguem uns dos outros, estas mesmas singularidades por sua vez nos dizem quem somos ou melhor o que significamos nesta multidão que povoa o planeta.

Se somos assim tão diferentes em níveis particulares por que temos comportamentos que nos igualam. Digo isto pensando que nesta vida já encontrei e também fiz parte daqueles que não conseguem ver que a vida está muito além daquilo que imaginamos que ela realmente é, pode ser ou nos proporcionar.

Não somos copias genéticas, mas genética em evolução olhando pelo lado biológico, então por mais que carreguemos um código semelhante ele não pode ser visto como igual, assim a vida segue seu curso nos alertando que tudo e todos ao redor são criaturas únicas no sentido de pluralidade.

O que se pode esperar disto? Nunca esperar resultados iguais, esta é a compreensão mais absoluta e profunda de nossa jornada.

Portanto desenvolver o potencial de nossas capacidades não está ligado com a amplitude de um intelecto avançado, mas com nossa escolha de querer ou não querer.

A batalha então está dentro de uma arena conhecida, nossa mente. Criamos os monstros, heróis e fantasmas quando temos um conceito distorcido de nossa autoimagem.

Mas o que significa formar uma autoimagem distorcida? Em poucas palavras é a imagem que você tem de si e a imagem verdadeira. Não conseguimos ver o que realmente somos porque a realidade que predomina em nossa mente pode estar fora de foco ou distorcida, tanto para o bem quanto para o mal.

Digo para o bem quando nos imaginamos melhores do que realmente somos e para o mal quando nos depreciamos. Na primeira opção estagnamos porque deixamos de crescer perante a vida e na segunda estagnamos porque achamos que não vamos superar os obstáculos. Um por vaidade e outro por medo.

O grande passo que podemos dar na vida é desvendar o próprio valor, e este valor não depende da opinião alheia, pois ele nada mais é que o fruto daquilo que significamos. Em outras palavras, somos nós quem definimos que realmente somos ou significamos.

Assim nem o nosso passado, nem a nossa genética e nem o nosso destino realmente diz o que somos. O que conta no final de tudo é o que você pensa sobre si mesmo, a partir daí é que construímos o que chamamos de realidade.

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PROVOCAÇÕES

Written by Giovanni Nunes on . Posted in Crônicas e Artigos

Dizem que a vida dá mais privilégios e oportunidades de sucesso a aqueles que são abençoados com inteligência. Bom dizem, não é!?!

Então, como explicamos casos de pessoas inteligentes condenadas por crimes e delitos cometidos ao longo de uma carreira que muitos consideravam brilhante. Há muitos casos de pessoas bem-sucedidas e extremamente inteligentes que no final das contas estavam enganando todos ao seu redor.

Se fosse mesmo verdade que a inteligência pode levar uma pessoa ao sucesso, o que pode levar uma pessoa inteligente ao fracasso? Com certeza não a sua falta – inteligência.

Na jornada particular de cada um o que se procura de certa forma é encontrar o caminho que leve as conquistas. Este caminho é repleto de escolhas que constantemente temos que fazer, então chegamos a uma simples conclusão de que ninguém planeja fracassar. Entre o certo e o errado sempre teremos na mente que nossas escolhas nos guiam para lado positivo.

E aqui vamos nós, então por que situações negativas acontecem se estamos empenhados em acertar e fazer o que é certo? Apesar da pergunta ser provocativa não é a melhor maneira de abordar o assunto, vejamos por outro ângulo a mesma questão.

Em vez de tentar explicar porque o mundo não sorri para nós, mesmo quando esforçamos em tentar acertar na vida, em vez de tentar justificar por que fracassamos ou tentar compreender que coisa boas e ruins acontecem em função do destino vamos olhar o nosso comportamento perante as adversidades.

Muitas vezes nos consideramos vítimas em nosso inconsciente. Isto nos prende a ideia de que somos impotentes diante dos acontecimentos, somos levados a acreditar – e pior, por nós mesmos – de que não temos controle sobre um determinado fato ou situação, o que por sua vez no leva a agir passivamente. Seria assim, se não tem jeito então vou me acostumar com o que a vida me oferece. Vamos nos ajustando no desconforto até que ele nos pareça satisfatório.

Pense agora no seguinte exemplo, uma pessoa de elevado QI – quociente de inteligência – como dizem alguns psicólogos, mas que use esta mesma inteligência de modo desastroso e outra cujo o QI seja considerado normal ou até mesmo pouco inteligente, mas que tenha uma atitude positiva e otimista e consiga extrair o máximo da sua pouca capacidade intelectual.

Qual deles podemos esperar conquistas sólidas? Considerando o fato acima, podemos ver que pessoas inteligentes podem produzir uma vida medíocre e cheia de fracassos. E que uma pessoa cujo a o intelecto seja mediano pode ter resultados extraordinários.

Este exemplo nos remete a aceitar a ideia de concordar que a inteligência por si só, não é o fator de maior impacto nos resultados que colhemos em nossa vida, mas em que lado do grupo de pessoas nos posicionamos. Quando digo grupo estou me referindo a aquelas pessoas que toma as rédeas sobre os acontecimentos e se responsabilizam pelos resultados criando atitudes para transformar sua realidade ou aquelas que escrevem na testa que são vítimas dos fatores externos ao seu controle.

Se você se encaixa neste último grupo então precisa rever os tipos de pensamentos que carrega em seu íntimo, porque não podemos mais levar a vida acreditando que é a inteligência que nos leva ao topo, pois assim teremos que justiçar que a falta dela nos leva ao fracasso.

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